segunda-feira, 8 de outubro de 2012

De quem é esta terra?

A internet de tempos em tempos nos brinda com pequenas pérolas e nos lembra que este este universo anárquico colabora (apesar de tudo) com a criatividade.
Vi num outro blog (Chongas) esta animação de autoria da estadunidense Nina Paley. Em resumo, ela trata em pouco mais de três minutos daquela loucura que é o domínio da região da Palestina/Israel desde a Antiguidade. O fio condutor é a música "This Land is Mine", também título da animação, e que foi composta originalmente para o filme Exodus, de 1960.  O resto você pode ver com seus próprios olhos...



Acompanhe a letra e fique atento à fina ironia, principalmente do último verso (em negrito). A autora coloca este verso na boca do único personagem possível...
This land is mine, God gave this land to me,
This great this golden land to me.
And when the morning sun reveals her hills and plains,
I see a land where children can run free.
So take my hand and walk this land with me,
And walk this lovely land with me.
Though I am just a man, when you are by my side,
With the help of God I know I can be strong.
So take my hand and walk this land with me,
And walk this golden land with me.
Though I am just a man, when you are by my side,
With the help of God I know I can be strong.
To make this land our home,
If I must fight, I'll fight to make this land our own.
Until I die, this land is mine.
E para seguir os personagens, a autora fez um breve guia no seu BLOG (também em inglês):


Por que deixei tão pequeno? Oras, para que vocês possam ir ao blog da cartunista e prestigiar o trabalho dela...

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Escravidão, leitura obrigatória

Há alguns temas que nunca deixarão de ser comentados. Ou porque são fundamentais ou porque nunca se esgotam. Ou será que nunca se esgotam justamente porque são fundamentais? Bom, pouco importa, o fato é que a história da escravidão e qualquer reflexão a seu respeito fazem parte do DNA do Brasil e também do brasileiro, já que é marca permanente de nossa cultura.
Portanto, nunca é demais ler a respeito deste tema e, imagino, pode ser interessante ler algo além do seu livro didático ou apostila. A edição deste mês da Revista Pré-Univesp está repleta de textos saborosos, apesar da temática um tanto amarga.
Seguem algumas sugestões:


História cativa
Escravidão encerra violência e mercantilização dos seres humanos, numa lógica condenável contemporaneamente
 
Desigualdade como legado da escravidão no Brasil
Impactos de séculos de utilização da mão de obra escrava repercutem nas dimensões social e econômica do país

Mitos e equívocos sobre escravidão no Brasil
Para professor da UFMG, história ensinada desde o ensino fundamental até a universidade é baseada em versões historiográficas ultrapassadas

Quilombos e quilombolas: uma história de resistência
Mais do que vítimas, os escravos eram homens e mulheres que, diante de uma situação de extrema opressão, buscavam maneiras de sobreviver da melhor maneira possível


Não deixe de conferir também os infográficos, vídeos e textos literários!!
 

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Simulando...


Eu não tenho certeza o quanto é positivo realizar provas. Quero dizer que avaliações como forma de medir ou verificar a aprendizagem são necessárias, mas tenho dificuldade em aceitar um número muito grande de provas e testes quase semanais realizados por alguns colégios e cursinhos. No entanto, quando se trata de vestibular e ENEM considero importante você simular não só a prova em si, mas o ambiente, o tempo necessário, a expectativa. Afinal, tudo isso vai contar no dia D.

Então, lá vai uma oportunidade de você simular seu ENEM na faixa (sim, de graça!) e em casa.

'Estado’ e Geekie lançam simulado do Enem online com boletim personalizado
Inscrições gratuitas estão abertas até 5 de outubro e provas serão aplicadas nos dias 6 e 7; aluno saberá quais são seus pontos fracos

Nos dias 6 e 7 de outubro, na reta final de preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio, estudantes de todo o País terão um aliado inovador: o “Pré-Enem”, simulado gratuito online com questões inéditas que entregará boletins personalizados indicando temas que o candidato deve revisar para melhorar o desempenho. O serviço é resultado de uma parceria entre o Estado e a Geekie, startup de tecnologia aplicada à educação. As inscrições já podem ser feitas pelo site www.geekie-estadao.com.br, até 5 de outubro.
O exame, criado por professores de ensino médio e de cursinhos, seguirá a metodologia da Teoria da Resposta ao Item (TRI), a mesma do Enem, que dá pesos diferentes a questões segundo seu grau de dificuldade. Assim, o candidato poderá estimar seu nível de preparo no mesmo padrão do exame oficial (veja infográfico abaixo).
O aluno terá acesso ao Simulado Enem 2012 Geekie+Estadão no mesmo site da inscrição nos dias 6 e 7, um fim de semana. O estudante pode escolher o horário em que vai iniciar a prova. O acesso estará liberado das 6 horas às 23h59, nos dois dias. O aluno terá quatro horas e meia para fazer o exame, sem interrupções.
No sábado serão 90 questões de Ciências Humanas e de Ciências da Natureza e, no domingo, mais 90 itens, de Linguagens e Códigos e de matemática. Não haverá prova de redação.

+ Info AQUI


Eu, particularmente, gostei muito da proposta. Se algém for se inscrever, por favor, depois me conta como foi!

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Vamos ao teatro?

Dica cultural quente para quem mora no Ipiranga!
Dias  13 e 14 de setembro, também conhecidos por quinta e sexta-feira, tem "Romeu e Julieta", clássico de Shakespeare, encenado pelo Grupo Galpão no Parque da Independência. E na FAIXA!!
O Grupo Galpão está comemorando 30 anos de existência e como parte da festa resolveu reencenar seus maiores trabalhos. Este "Romeu e Julieta", por exemplo, não é apenas mais uma peça do bardo inglês, mas uma releitura jogada para dentro do universo popular brasileiro.
Segundo a sinopse presente no site do Galpão,
Ao atualizar o sentido da mais conhecida história de amor da humanidade, a concepção de Gabriel Villela para o Galpão transpôs a tragédia dos dois jovens apaixonados para o contexto da cultura popular brasileira. Esse conceito sustenta todo o espetáculo, especialmente na figura do narrador, que rege toda a ação com uma linguagem inspirada em Guimarães Rosa e no sertão mineiro.
A montagem da tragédia de Shakespeare foi um marco na carreira do grupo. O encontro com Gabriel Villela significou a ousadia de fazer um clássico na rua. Ao texto original do espetáculo, na clássica tradução de Onestaldo de Pennaforte, juntam-se elementos da cultura popular brasileira e mineira, presente nas serestas e modinhas, nos adereços e figurinos que remetem ao interior profundo do Brasil.
Quase um "dois em um" ao somar dois grandes nomes da literatura!
Como vocês têm prova na manhã de sexta-feira, sugiro que optem pela apresentação de sexta à noite, às 19h.


Romeu e JulietaSESC Ipiranga
Dia(s) 13/09, 14/09
Quinta e sexta, às 19h.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Ah, os rankings

Quem acompanha o blog já leu outros comentários sobre rankings de Universidades (AQUI). Essas listagens são bem comuns entre os países de língua inglesa e também entre europeus. De uns tempos para cá os chineses também entraram nessa de "ranquear" as instituições de ensino superior. Há quem diga que é um bom instrumento para auxiliar a escolha dos jovens e até mesmo para estimular as instituições a melhorar seus índices. Eu sou um pouco cético e tenho um pé atrás com qualquer lista, desde os 10 maiores guitarristas de todos os tempos até as 100 melhores universidades do mundo.

Em todo caso, o jornal Folha de S. Paulo, que adora um ranking (basta lembrar das reportagens sobre o ENEM), montou uma equipe para criar o RUF: Ranking Universitário Folha. Reuniram alguns especialistas em avaliação, consultores de recrutamento, índices do Governo (como Capes e CNPq) e montaram uma mega lista com as universidades. Mas prestem atenção, apenas as UNIVERSIDADES. Segundo o MEC, são universidades aquelas instituições que possuem Graduação e Pós-Graduação em diversas áreas do conhecimento e ao menos 33% dos professores com título de Doutor. Portanto, o ranking lista 191 instituições consideradas universidades.

O que mais me chamou a atenção entre todos os critérios de avaliação foi a "avaliação pelo mercado". Atualmente o todo poderoso mercado tem sido o fiel da balança na hora da escolha de muitos jovens. Mas é muito complicado tanto escolher uma carreira tendo em vista a contratação futura do profissional assim como medir a aceitação dos contratadores diante de um diploma de X ou Y. Qual foi a saída?
"(...) Indicadores de reputação no mercado de trabalho e de qualidade de ensino foram desenvolvidos a partir de entrevistas feitas pelo Datafolha com pesquisadores e com executivos de Recursos Humanos."
Por que achei curioso? Bom, os outros critérios são velhos conhecidos - qualidade de ensino, inovação e pesquisa acadêmica -, mas esta "fama" creio que seja inédito. E como o RUF permite criar rankings especiais, você pode ver, por exemplo, a Universidade Presbiteriana Mackenzie ocupar a 31a. posição na listagem geral, mas subir para 11a. posição quando se trata de aceitação do mercado.


Para os muito preguiçosos, um resuminho beeeeem básico:

  • A primeira colocada é a USP
  • A melhor instituição privada no ranking é a PUC-Rio (Jesuíta), em 13o. lugar
  • Das 30 primeiras universidades, apenas 3 NÃO são públicas (federais ou estaduais)
  • Para quem mora em São Paulo (atenção, não é bairrismo!), as públicas paulistas estão no TOP 20, com exceção da recém criada UFABC, em 45o. lugar


Creio que vale uma fuçadinha...

+ AQUI

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Choque de realidade

Faz muito tempo que não vejo uma sacada tão genial sobre algo tão simples, tão óbvio!
Vejam o vídeo abaixo, feito por Élcio Coronato, um dos pais do formato vídeo blog. A premissa é simples: as pessoas aceitam como naturais algumas atitudes ou comportamentos se isto parte de determinada classe social, mas se há alguma inversão...



Reparem bem!!! Quando o Coronato está vestido de mendigo comer "lixo" parece normal, natural, previsível. Tanto é que ninguém nota. Mas quando ele está de terno e gravata todos ao seu redor notam e chegam a oferecer comida!

Vi no Jacaré Banguela, e ainda estou em choque.

Evento no Sanfra


Escolher a carreira a seguir depois de deixar o Colégio não é fácil para ninguém. Mesmo aqueles que hoje têm certeza já estiveram em dúvida. E todo mundo sabe que a única forma de vencer as incertezas é conhecer melhor o universo das profissões.
O Fórum de Profissões do Sanfra acontecerá em dois dias. No dia 14 de setembro teremos uma palestra inicial seguida por bate-papos com profissionais das Engenharias. No dia seguinte, esta mesma estrutura se repete, agora com as carreiras das Humanidades e Biológicas.
Vamos?

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Política e autonomia na escola

Podemos pensar a política como a forma de resolver conflitos por meio da discussão e da negociação. Esta definição é bem ampla, propositadamente ampla, mas exige três cuidados. Primeiro, não podemos ver "conflito" como briga ou hostilidade, e sim como divergência(s) natural(ais) dentro de grupos humanos. Segundo, o mesmo cuidado é exigido do termo "discussão", afinal não se trata de bate-boca ou de uma disputa agressiva. Por fim, "negociação" não é manipulação, venda de apoio ou qualquer outra forma de deturpação das opiniões de cada um. Apenas deve-se aceitar que é virtualmente impossível que algo agrade a absolutamente todos sempre.
Mas qual o motivo de tudo isso?
Simples. Estamos habituados a ver política em alguns ambiente - e épocas - muito específicos. Política acontece na Câmara dos Vereadores, no Congresso, no Horário Político em época de eleição. Política é aquilo que está em um determinado caderno dos jornais. Política é aquele assunto chato que professores de História, Geografia, Filosofia e Sociologia adoram discutir. No final das contas, a política sempre está onde a menor parte da população se encontra.
O "x" da questão é que a política está em todo lugar. A partir do momento em que "optamos" por viver em sociedade (ou mesmo antes, basta viver em comunidade) estamos "condenados" a resolver conflitos por meio da discussão e da negociação. Sim, vivemos a política todos os dias e em todos os lugares!
Há uma política familiar, uma política do prédio (na reunião de Condomínio), uma política na hora de escolher os times para jogar bola e, sim, há uma política no ambiente escolar. No entanto, nós nem sempre sabemos ou queremos lidar com tanta participação política e acabamos sucumbindo a um processo mais simples: a decisão autoritária onde poucos decidem e os demais obedecem. É cômodo para quem manda e, muitas vezes, também para quem obedece.
Hoje li no jornal um caso muito interessante que aconteceu em Santa Catarina. Uma aluna de 13 anos decidiu expor os problemas da escola (pública) em que ela estuda por meio do Facebook. 

Aluna vira alvo ao expor escola em rede social

Ela afirma que havia tentado por outros canais, mas que nunca nada era feito. Segundo a reportagem, sempre de modo polido, a estudante postava fotos e comentários denunciando vidros quebrados, fios desencapados, falta de professores, etc. A reação da escola acabou sendo o contrário do que se espera na democracia: tentou-se coibir a aluna parar com a página e passou-se a hostilizar o comportamento da garota.
Mas que não se pense que isto é um problema brasileiro. Há alguns meses uma aluna inglesa passou a postar fotografias e comentárias sobre a merenda escolar em um blog dando notas para a qualidade e para a "saúde" das refeições. A direção do colégio foi no mesmo sentido do caso de Florianópolis.

Aluna inglesa fotografa merenda, dá "notas" para a comida e recebe apoio de Jamie Oliver

A vida política e, em particular, a vida democrática é muito difícil. O mais natural é seguir o velho ditado que diz "manda quem pode e obedece quem tem juízo". Porém, o natural não necessariamente é o melhor para a coletividade.
Ao mesmo tempo, é fundamental destacar que em ambos os casos não se trata de calúnia, difamação ou detratação das escolas e dos professores. Como eu disse no início, não é falar mal, brigar ou xingar o caminho. Mas a política de forma serena e naturalizada. Isto é, tornada natural.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

FUVEST 2013: inscrições abertas!

Pessoal interessado em entrar na USP ou em Medicina na Santa Casa, atenção com o calendário.
Começam hoje, dia 24 de agosto, as inscrições para o Vestibular 2013!!



Organize-se:
Manual do candidata AQUI.
24/08 a 10/09 - Inscrições
14 a 19/10 - Provas de Habilidades Específicas antecipadas das carreiras de Música São Paulo e Artes Visuais. 
05/11 - Divulgação das listas de aprovados nas Provas de Habilidades Específicas antecipadas de Música (São Paulo) e Artes Visuais.
19/11 - Divulgação dos locais de exame da 1ª fase.
25/11 - Prova da 1ª fase da FUVEST.
17/12 - Divulgação da lista de convocados e dos locais de exames da 2ª fase.
06 a 08/01 - Provas de 2ª fase da FUVEST.
09 a 11/01 - Provas de Habilidades Específicas.
02/02 - Divulgação da 1ª chamada.


Quem preferir imprimir o calendário oficial AQUI.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Sem cultura?

Tem gente - muita gente! - que adora dizer que "o brasileiro não tem cultura" ou que "lá fora todo mundo vai ao museu". Afora o insuperável elitismo, segundo o qual cultura é só aquela que está dentro do museu, do teatro ou na Sala São Paulo, temos os fatos. E como dizem, contra fatos não há argumentos.
O brasileiro adora museu e adora exposições. Se isso não fosse verdade não teríamos tanta gente visitando Museu Paulista (o do Ipiranga), da Língua Portuguesa, Pinacoteca e todas as exposições que pintam no Centro Cultural Banco do Brasil ou no da Caixa.
Para quem não ficou sabendo, a expo "Impressionismo: Paris e a Modernidade" que está em cartaz no CCBB desde o dia 4 de agosto é um sucesso tão impressionante (perdão pelo trocadilho) que a organização teve que pensar novos horários. Na impossibilidade de estender a mostra resolveram fazer a Virada Impressionista: no dia 7 de setembro, sexta-feira, as portas serão abertas às 10h e só se fecharão às 23h de sábado, 8 de setembro!!!
Fico imaginando como será quando, na sequência, a exposição for para o CCBB do Rio que é maior e pode acolher um público ainda mais numeroso.
Em resumo, não falta cultura. Faltam bons motivos para o brasileiro ir ao museu.



Impressionismo: Paris e a Modernidade
4 de agosto a 7 de outubro
Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
Rua Álvares Penteado, 112
Centro – São Paulo – SP
Terça a quinta – 10h às 22h
Sexta – 10h às 23h
Sábado e domingo – 8h às 23h
Informações:  (11) 3113-3651 / 3113-3652



Vi a notícia AQUI.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Sobre a ideia de igualdade

Muito se fala (e se falou ao longo da História) sobre a ideia de igualdade. A sociedade contemporânea, nascida do pensamento racional ocidental e das Revoluções Burguesas, baseia-se na igualdade jurídica. É verdade que a igualdade social permanece como um desejo, mas a igualdade legal, aquela que diz "somos todos iguais perante a lei" marca, em tese, a morte dos privilégios. No caso da Revolução Francesa, por exemplo, tinha-se a morte dos privilégios da nobreza e do clero, dos monopólios reais e das distinções por nascimento.
No entanto, no Brasil a luta contra privilégio sempre teve um caminho muito tortuoso. A desigualdade é quase natural e de difícil combate. Em muitos casos luta-se mais para conseguir privilégios para si que para garantir a igualdade perante os demais. Como o antropólogo Roberto da Matta já tratou, o "sabe com quem você está falando" é um indicativo deste universo cultural. O pretenso "doutor", seja por ter ou por parecer ter dinheiro, já se considera superior. Para citar apenas mais um exemplo, temos os juízes, guardiões das leis que garantem nossa igualdade, também defensores de vagas exclusivas de estacionamento em frente aos tribunais, mas em plena via pública. E que fique claro: público = de e para todos!
Diante deste cenário todo li com muito interesse a carta de um leitor do jornal Folha de S. Paulo em 18 de agosto e gostaria de compartilhar com todos vocês. Leiam com atenção!

'Como todo brasileiro, ciclista odeia a igualdade', diz leitor
ALEXANDRE PINHEIRO
Moro no Rio. Estava prestes a atravessar a calçada de uma rua próxima à minha casa quando alguém parou de repente a poucos centímetros das minhas costas, fazendo um som com a boca.
Virei-me, surpreso, e havia uma moça na contramão em uma bicicleta que, por pouco, não me atingiu. Quando passou por mim, eu senti que tinha o direito de reclamar e falei: "Pô, na contramão?!".
Mas eu esqueci que estava diante de uma raça superior, a dos ciclistas, e fui devidamente xingado de "babaca".
Certamente a ciclista viu no meu rosto que eu não sei andar de bicicleta e sou usuário de transporte público, visto que não tenho automóvel (assim como meus pais nunca tiveram) nem mesmo sei dirigir. Em outras palavras, eu sou um mero pedestre e por isso valho muito pouco diante da superioridade moral dos ciclistas --afinal, eles salvarão o planeta de gente como eu, que depende do transporte público poluente.
Infelizmente, essa pretensa superioridade moral dos ciclistas --facilmente observada quando trafegam na contramão, na calçada, avançando sinais-- não me surpreende nem um pouco. Aliás, vejo aí um comportamento típico dos brasileiros: nosso ódio visceral pela igualdade.
Quando vejo os ciclistas, não consigo evitar de pensar em uma hipótese que talvez servisse para meus colegas pesquisadores das ciências sociais: o uso da bicicleta esconde a repulsa de seus usuários pelo contato com os outros --seja físico, no ônibus ou no metrô, seja dividindo o mesmo espaço na rua, dentro dos carros (em ambos os casos, todos são iguais, estão todos na mesma situação e não importa quem tem mais capital cultural, social ou econômico).
O ciclista não apenas se afasta das pessoas, como também se põe acima dela.
Alguns alegarão que não posso generalizar, pois há o "bom ciclista" e o "mau ciclista". Concordo. Mas, quando um deles é atropelado, transformam-se nos ciclistas. Quando é para elogiar e paparicar quem usa bicicleta para salvar o planeta ou a si mesmo, são todos ciclistas. Ou seja: o bônus é de todos; o ônus é individual. Como todo brasileiro, ciclista odeia a igualdade.

Pense nisso!

Leitura quase obrigatória

Alguns assuntos são importantes não só porque caem em Vestibular, mas porque realmente dizem respeito ao mundo no qual nos inserimos. A não ser que você queira se manter alienado, isolado, sem tomar parte em nada e só sendo conduzido, é fundamental parar para pensar o universo que nos rodeia, seja política, economia ou meio ambiente. E sejamos honestos, não da pra separar essas coisas.
Portanto, fica aqui minha sugestão de leitura: o excelente dossiê da Revista pré-Univesp de agosto fazendo um Balanço da Rio+20.
Só para ter uma ideia de tudo que você vai encontrar nesta edição, algumas sugestões:

Da Rio 92 a Rio+20: o que mudou?Do desenvolvimento sustentável à economia verde: as questões ambientais seguem como um dos maiores desafios da humanidade

Cúpula do Rio regride nos direitos da mulher
A retirada do acesso aos direitos reprodutivos da mulher do documento final da reunião causou discórdia no movimento feminista e líderes de Estado

Nova ciência para o desenvolvimento sustentável (entrevista)
Para diretora da Divisão de Políticas Científicas da Unesco, transição para economia verde e sustentável exige mudanças de pensamento e de atitudes em todos os setores

O futuro que queremos é já
Para pesquisadores do Idec, a responsabilidade pela mudança nos padrões de produção e consumo precisa ser compartilhada por governos, empresas e sociedade civil


Na revista tem mais artigos, infográficos, textos literários e vídeos.
E se você só funciona na base do "isso cai no vestibular", ok: SIM, ISSO VAI CAIR NO VESTIBULAR!

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

CineSanfra III

Neste mês o CineSanfra traz uma comédia, ainda que dramática!
Veja a sinopse abaixo e prepare-se para uma discussão no campo da linguagem e da literatura.

Mais Estranho que a Ficção 
Certa manhã, Harold Crick (Will Ferrell), um funcionário da Receita Federal, passa a ouvir seus pensamentos como se fossem narrados por uma voz feminina. A voz narra não apenas suas ideias, mas também seus sentimentos e atos com grande precisão. Apenas Harold consegue ouvir esta voz, o que o faz ficar agoniado. Esta sensação aumenta ainda mais quando descobre pela voz que está prestes a morrer, o que o faz desesperadamente tentar descobrir quem está falando em sua cabeça e como impedir sua própria morte.

Interessado?
Inscrições com a Profa. Renata.
Sessão no dia 24 de agosto, sexta-feira, às 14h.

Não se esqueça de ler o texto de apoio já disponível no GIC.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

A fina ironia

Um dos debates mais importantes do ano e com potencial para ser o mais importante da década é a respeito da Comissão Nacional da Verdade criada para rever os crimes cometidos contra os Direitos Humanos entre 1946 e 1988 (com ênfase, claro, na Ditadura Militar). Os contrários à Comissão, especialmente militares e civis ligados aos governos militares, alegam que a Lei da Anistia está sendo desrespeitada.
Bom, eu já falei disso antes AQUI. O que eu gostaria de colocar neste espaço hoje é algo mais leve, mais fino, mais elegante, mas nem por isso menos preciso, crítico e perspicaz: uma charge do cartunista Angeli. O artista conseguiu reunir o espírito "bicho-grilo" dos anos 60 ao espírito autoritário da mesma época.


Só rindo... sorrindo.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Lembrete: atividades optativas

Alunos da 2a. e da 3a. série,

Já estão no GIC as propostas de atividades optativas para o 3o. bimestre. 
Confiram lá e, qualquer dúvida, me procurem!
Fiquem atentos ao prazo: 6 de setembro.

Uma sugestão de leitura e de reflexão

Atualmente quase todo mundo estã conectado a redes sociais. Na verdade, se você está lendo este post é porque, certamente, participa de alguma rede. Em todo caso, devemos manter em mente que a ideia de rede social não é nova. Se atodarmos uma definição ampla como conjunto de pessoas ligadas por interesses pessoais, perfis econômicos e algum grau de parentesco em comuns, as redes sociais existem desde o começo dos tempos. O que é novo de fato é a rede social virtual e com uma abrangência quase infinita. E infinita também são suas possibilidades de uso: sociabilidade, trabalho, estudo, lazer, etc.
Diante deste cenário não é de se espantar com o aumento de estudos a respeito das redes sociais. Todo mundo acompanhou com muita curiosidade os efeitos desta comunicação em rede nos eventos chamados de "Primavera Árabe". E recentemente foi lançado um interessante estudo sobre as redes sociais e a superação da pobreza. Leia a reportagem da Revista FAPESP. Vale a leitura!




Papel das redes sociais na superação da pobreza é tema de livro de pesquisador brasileiro lançado no Reino Unido
O papel das redes sociais na superação da pobreza e da segregação é o tema do livro Opportunities and Deprivation in the Urban South, lançado recentemente no Reino Unido pela editora Ashgate.
A obra é baseada na tese de livre-docência de Eduardo Cesar Leão Marques, professor do Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisador do Centro de Estudos da Metrópole (CEM) – um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP e também um Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT). Para a realização do livro a coleta de dados foi ampliada e complementada por pesquisa qualitativa sobre o uso das redes no cotidiano dos indivíduos.
A pesquisa partiu do pressuposto – amplamente aceito na literatura científica nacional e internacional – de que segregação espacial tende a produzir segregação social. Segundo Marques, isso quer dizer que, embora duas pessoas possam ter a mesma renda, uma delas pode ter piores condições de vida e perspectivas de futuro se estiver isolada espacialmente, com menos acesso a serviços públicos, à informação e a contatos com outros grupos sociais diferentes do seu.
O objetivo do estudo foi investigar de que forma as redes de relacionamento de indivíduos em situação de pobreza poderiam influenciar essa equação. “Nossa hipótese era que haveria diferentes graus de isolamento de acordo com os tipos de redes sociais que as pessoas possuem”, disse Marques.
Para testar a teoria, pesquisadores do CEM analisaram as redes sociais de 210 pessoas em sete diferentes regiões pobres de São Paulo. “Selecionamos moradores de favelas segregadas, favelas situadas perto de bairros ricos e em distritos industriais, conjuntos habitacionais e cortiços. Também foram investigadas as redes de 30 pessoas de classe média, apenas para ter um padrão de comparação”, disse Marques.
As informações levantadas foram então relacionadas com uma série de indicadores sociais. Isso permitiu identificar, por exemplo, a influência que as redes de relacionamento tinham sobre a renda dos entrevistados e sobre a probabilidade de estarem empregados e conquistarem empregos com algum grau de proteção e estabilidade.
“Percebemos que as pessoas com grande parte de sua rede social em ambientes organizacionais – como empresas, associações comunitárias, igrejas e organizações políticas – tinham melhores condições de vida quando comparadas a indivíduos com redes muito locais, centradas na vizinhança, nos amigos e na família”, disse Marques.
Segundo os resultados do estudo, o contato com pessoas diferentes facilita a superação da pobreza porque promove a circulação da informação, de recursos econômicos e de repertórios culturais.
“O tamanho da rede social não fez tanta diferença. Ela pode ter um tamanho médio, mas não pode ser muito local e homogênea. Se uma pessoa pobre tem contato apenas com gente igualmente pobre e desempregada, as chances de conseguir sair daquela situação são pequenas”, disse Marques.
(Continua AQUI)

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Voto de cabresto e curral eleitoral

As duas expressões acima são velhas conhecidas da história política. Durante a chamada República Velha ou Oligárquica, tempo do voto aberto, a liberdade do eleitor era quase um luxo em algumas regiões do Brasil. Poderosos locais faziam uso de sua influência e/ou poder econômico para "sugerir" (leia-se obrigar) seus funcionários e agregados a votarem no candidato que lhes interessava.


Este fenômeno, chamado de clientelismo, há muito deixou de ter o mesmo peso na política brasileira, mas em certos lugares ou em certas circunstâncias ela ainda mostra sua cara. Exemplo disso é a discussão surgida por conta das eleições municipais em São Paulo deste ano. Quase todos os candidatos estão correndo atrás de apoio político de lideranças religiosas, principalmente evangélicas. E, rapidamente, o debate sobre o voto de cabresto (com esses termos mesmo) veio à tona.
O candidato do PMDB a prefeito de São Paulo, Gabriel Chalita, minimizou neste domingo, 12, a conversão em votos da corrida dos candidatos em busca de apoio de líderes religiosos na eleição municipal. Para o peemedebista, é legítimo que seus adversários procurem o apoio de padres e pastores e a adesão desses líderes a uma candidatura deve se dar por afinidade política e religiosa, mas isso não se traduzirá necessariamente em voto. "(Essa busca por apoio de religiosos) ajuda porque a igreja tem líderes. Quando os líderes se convencem do melhor candidato, eles podem influenciar, podem orientar, mas não acredito mais em voto de cabresto. Acho que, se o líder vai para um lado e as pessoas percebem que este lado não é o melhor para a cidade, elas escolhem o que acham que há de melhor", disse o candidato.
Para quem acha que o fantasma do clientelismo é exclusividade de áreas interioranas e longe dos grandes centros a fala, quase "ingênua", do candidato serve de lembrança.
Como lidar?


Para quem quiser ler a matéria inteira, clique AQUI.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

4a. ONHB, aí vamos nós!

Após alguma emoção (por deixarmos a inscrição para os últimos dias!), estamos prontos para participar da 4a. Olimpíada Nacional em História do Brasil, a ONHB!
No ano passado, nossa primeira participação, inscrevemos 3 equipes e chegamos à 5a. fase (semifinal). Agora, com 6 equipes e a experiência acumulada pelos alunos de 2011, podemos desejar chegar à final, é claro. Mas o caminho é longo.
Como novidade este ano temos a participação de alunos do 9o. ano e uma maioria da 1a. série, ou seja, gente que poderá se engajar em mais de uma edição. No mais, a mesma vontade e disposição em realizar provas semanais a partir de 20 de agosto até cerca de 20 de outubro. Além de participar do grupo de estudo todas às quartas-feiras!

Mais ou menos os "olímpicos" de 2011, pois falta a Ana Flávia e sobra o Serginho.

Os "olímpicos" de 2012 em nossa primeira reunião.
As equipes e seus respectivos membros são:
Vitamina de Alunos: Natasha Flausino, Raphael Pavan e Viviane Fernandes
HistSanfra: Gabriela Pereira da Costa, Beatriz Zanoni e Vinícius Roldan
Estorika: Lucas Celandroni, Stephanie Nardi e Victor Lobato
Ekeep Walking: Bruno Matsumura, Cesar Pellito e Aline Naomi
Família sem conflitos: Thomas Marino, Guilherme Joaquim e Mariana Bastos
Sanfranáticos: Ana Terra, Carolynne Nawa, Victor Roldan

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

4a. Olimpíada Nacional em História do Brasil

Pessoal do Ensino Médio,

As inscrições para a 4a. ONHB vão até o dia 10 de agosto, como tenho lembrado nas salas de aula. 
Estou aguardando a manifestação dos interessados para que possamos formar as equipes. Portanto, se você já reuniu 3 olímpicos (da mesma série ou de séries diferentes), me procure. Se você não tem equipe formada, mas quer participar, também me procure.
Conto com vocês!

Atualização:
Os interessados devem comparecer na quarta-feira, dia 8, às 14h, para reunião na minha sala.

Mais informações AQUI.

Voltando...

Depois de um longo e tenebroso inverno (também conhecido como "merecidas férias") estamos voltando às atividades. O blog, pra variar, vai um pouco mais devagar que a sala de aula e, depois, pega o embalo. Ou, pelo menos, assim espero.
Para começar o segundo semestre com o pé direito, um pouco de humor.

Nem tudo na História é briga, mas é inegável que um de seus motores é o conflito. Pequeno ou grande, o confronto entre opiniões, práticas ou perspectivas diferentes movimenta os milênios. Será algo da natureza humana? Ou no espírito masculino que, gostemos ou não, tem ditados os rumos do mundo?


A tirinha é do cartunista espanhol Alberto Montt e a tradução, assim como a publicação original, é do Chongas (recomendo este blog!)

segunda-feira, 18 de junho de 2012

The Yes Men e outras questões

Como parte das aulas de Filosofia e Sociologia e aproveitando o bonde da Rio+20 estamos assistindo com as 3as. séries ao documentário The Yes Men Fix de World. Apesar de usar de uma linguagem leve e bem humorada o ativismo anti-liberal do grupo Yes Men é sério e as críticas, pertinentes.


Curiosamente, e totalmente por acaso, vi num blog o link para uma dessas listas que são feitas todos os dias na internet. Enquanto muitas são praticamente inúteis, esta me chamou a atenção:


Dá uma olhada no 2o. maior desastre!

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Rindo com a Filosofia




Se você não entendeu é porque precisar ler mais sobre Sócrates.
Ah, e aproveita para passear pelo blog do Carlos Ruas, o cartunista de humor respeitoso e ecumênico.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Este ano tem de novo!

Em 2011 nós participamos da Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB) e fomos muito bem. Para nossa primeira participação, as 3 equipes inscritas chegaram na semi-final!
Agora, temos a 4a. ONHB! Quem vem?

Leia o release oficial do evento:


Estão abertas as inscrições para a



O Museu Exploratório de Ciências – Unicamp convoca estudantes e professores de todo o país a participarem da 4ª Olimpíada Nacional em História do Brasil. As inscrições estão abertas e podem ser realizadas pelo site até dia 10 de agosto.
A Olimpíada Nacional em História do Brasil é uma iniciativa única na área de ciências humanas em todo o Brasil. Em 2011, a Olimpíada contou com mais de 65 mil inscritos, com representantes de todos os estados do território nacional.
Composta por cinco fases online e uma presencial, a competição envolve professores de história e alunos do oitavo e nono anos do Ensino Fundamental e das séries do Ensino Médio em um trabalho coletivo de estudar não apenas o conteúdo das questões propostas, mas de desenvolver um olhar crítico para a história. Dessa forma, é valorizado o processo de aprendizagem e construção do conhecimento. O contato direto com documentos históricos permite aos participantes trabalharem como historiadores, à medida que processam as informações exigidas nas respostas das questões em cada fase.
Este ano, a primeira fase terá início em 20 de agosto e a fase final presencial acontecerá nos dias 20 e 21 de outubro, na Universidade Estadual de Campinas.
O Museu Exploratório de Ciências custeará as passagens de avião de 37 equipes para participarem da final, selecionadas de acordo com sua pontuação nas fases online. Serão selecionadas: para cada estado da federação, a equipe com maior pontuação; a equipe de escola pública com maior pontuação em cada uma das cinco regiões do país (norte, nordeste, sudeste, sul e centro-oeste) e as cinco equipes de escola pública com maior pontuação, independente da região.
Os professores responsáveis por essas equipes serão convidados a permanecer na Unicamp para realizar um curso de capacitação de uma semana, com custos de hospedagem cobertos também pelo Museu, após a final da Olimpíada.
A Olimpíada premiará escolas, alunos e professores, com 60 medalhas de ouro, 100 de prata e 140 de bronze, além de certificados de participação para todos os inscritos e todas as escolas participantes.



Calendário da 4ª ONHB
As inscrições na 4ª Olimpíada Nacional em História do Brasil ocorrerão de 01/06/2012 a 10/08/2012.

Primeira fase
A primeira fase inicia no dia 20/08/2012 e finaliza no dia 25/08/2012.

Segunda fase
A segunda fase inicia no dia 27/08/2012 e finaliza no dia 01/09/2012.

Terceira fase
A terceira fase inicia no dia 03/09/2012 e finaliza no dia 08/09/2012.

Quarta fase
A quarta fase inicia no dia 10/09/2012 e finaliza no dia 15/09/2012.

Quinta fase
A quinta fase inicia no dia 17/09/2012 e finaliza no dia 22/09/2012.

Grande Final Presencial
Prova: 20/10/2012
Cerimônia de Premiação: 21/10/2012

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Cronograma do ENEM

Pelo que eu entendi todo mundo está compartilhando este cronograma pelo Facebook. Mas não custa nada reproduzir em mais algum lugar. Sugestão minha: coloca na geladeira, na porta do quarto, dentro do caderno, sei lá, anote!


terça-feira, 29 de maio de 2012

CineSanfra II

Como prometido, uma vez por mês teremos CineSanfra. E o filme de junho é O Senhor das Armas.
As regras vocês já conhecem: inscrições comigo ou com as professoras Mônica e Renata. O problema é que com menos de uma semana de divulgação já temos 23 inscritos. Ou seja, só restam 7 vagas!
O texto de apoio já está no GIC, é só baixar e ler. É importante, não deixe de ler!!
No mais, vejo vocês no dia 15 de junho, às 14h!













Ah, se você não sabe sobre o que é o filme, assista abaixo o trailer (legendado).

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Preparação para o ENEM

O ENEM, a esta altura do campeonato, dispensa apresentações. Para quem não sabe, gosto da proposta do exame, apesar de também lamentar uma série de "zicas" nos anos anteriores. Vou continuar repetindo para quem quiser ouvir, ainda acho a melhor metodologia de verificação de aprendizagem: não é conteúdo, é habilidade que interessa.
Bom, mesmo assim é necessário estudo. Em tese, bastaria ter feito um bom Ensino Médio e, após 3 anos, você estaria preparado. Infelizmente, todos nós sabemos que o pessoal acorda (quando acorda!) no último ano. Aí, o jeito é correr atrás do prejuízo. O maior problema é que os cursinho não acompanham bem a estrutura do ENEM, afinal, o cursinho (assim como as escolas) divide as aulas por disciplinas e não por área do conhecimento, como avalia o ENEM.
Dito isso, uma dica quente. Vi na internet algo que me impressionou e olha que sou um tanto cético com Ensino à Distância. Eu, particularmente, gosto de assistir aula. Mas tem gente que se dá bem com algo via internet, com horário flexível, etc. O problema é que também não dá pra estudar de qualquer jeito. Estudo exige um mínimo de organização e de gente séria oferecendo conteúdo. E mais, esta combinação geralmente dá em algo pago (ou beeem pago).
É aí que reside minha surpresa. Li sobre um portal que se propõe a oferecer vídeo-aulas transdisciplinares, exercícios e resolução de dúvidas por uma equipe especializada pelo incrível preço de R$ 0,00!!! Isto mesmo, tudo "di grátis", na faixa, vascão!
Dê uma olhada, então, no Mande Bem no ENEM!


Eu acho que vale a pena conferir.



Ah, fiquei sabendo sobre o Mande Bem... no Catraca Livre, outro site que deveria ser seguido por todo mundo.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Pense nisso!


O “Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”, instituído pela Lei Federal 9.970/00, no dia 18 DE MAIO, é uma conquista que demarca a luta pelos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes no território brasileiro. Esse dia foi escolhido porque em 18 de maio de 1973, na cidade de Vitória (ES), um crime bárbaro chocou todo o país e ficou conhecido como o “Caso Araceli”. Esse era o nome de uma menina de apenas oito anos de idade, que teve todos os seus direitos humanos violados, foi raptada, estuprada e morta por jovens de classe média alta daquela cidade. O crime, apesar de sua natureza hedionda, até hoje está impune. A intenção do “18 DE MAIO” é destacar a data para mobilizar, sensibilizar, informar e convocar toda a sociedade a participar da luta em defesa dos direitos sexuais de crianças e adolescentes. É preciso garantir a toda criança e adolescente o direito ao desenvolvimento de sua sexualidade de forma segura e protegida, livres do abuso e da exploração sexual.
A violência sexual praticada contra a criança e o adolescente envolve vários fatores de risco e vulnerabilidade quando se considera as relações de geração, de gênero, de raça/etnia, de orientação sexual, de classe social e de condições econômicas. Nessa violação, são estabelecidas relações diversas de poder, nas quais tanto pessoas e/ou redes utilizam crianças e adolescentes para satisfazerem seus desejos e fantasias sexuais e/ou obterem vantagens financeiras e lucros. Nesse contexto, a criança ou adolescente não é considerada sujeito de direitos, mas um ser despossuído de humanidade e de proteção. A violência sexual contra meninos e meninas ocorre tanto por meio do abuso sexual intrafamiliar ou interpessoal como na exploração sexual.
Crianças e adolescentes vítimas de violência sexual, por estarem vulneráveis, podem se tornar mercadorias e assim serem utilizadas nas diversas formas de exploração sexual como: tráfico, pornografia, prostituição e exploração sexual no turismo. (...)

Fonte: Texto base da Campanha (AQUI)


- Mas o que eu posso fazer?
- Você tem olhos para ver, cabeça para refletir e boca para denunciar! Faça bonito!

quinta-feira, 17 de maio de 2012

A verdade

Nesta quarta-feira que passou, dia 16 de maio, ocorreu a cerimônia de posse da Comissão da Verdade nomeada pela presidente Dilma Rousseff. Não foi à toa o tratamento especial que se deu a este evento. De fato, a nomeação de uma comissão para esclarecer e trazer à tona crimes contra os direitos humanos cometidos entre 1946 (Governo Dutra) e 1988 (publicação da Constituição atual) é evento de enorme importância social e política. O que não significa dizer que é isenta de polêmica. Militares da reserva temem revanchismo por conta da Ditadura Militar, principal foco dos trabalhos (ainda que não seja declarado explicitamente).
Acompanhem esta polêmica, pois é de suma importância. No entanto, gostaria de destacar um trecho muito bonito do discurso proferido pela presidente Dilma. Deixemos de lado, por um instante, os posicionamentos políticos e os rigores teóricos (especialmente caros aos historiadores, filósofos e cia.) para uma reflexão conjunta:
Eu queria iniciar citando o deputado Ulysses Guimarães que, se vivesse ainda, certamente, ocuparia um lugar de honra nessa solenidade.
O senhor diretas, como aprendemos a reverenciá-lo, disse uma vez: "a verdade não desaparece quando é eliminada a opinião dos que divergem. A verdade não mereceria este nome se morresse quando censurada." A verdade, de fato, não morre por ter sido escondida. Nas sombras somos todos privados da verdade, mas não é justo que continuemos apartados dela à luz do dia.
Embora saibamos que regimes de exceção sobrevivem pela interdição da verdade, temos o direito de esperar que, sob a democracia, a verdade, a memória e a história venham à superfície e se tornem conhecidas, sobretudo, para as novas e as futuras gerações.
A palavra verdade, na tradição grega ocidental, é exatamente o contrário da palavra esquecimento. É algo tão surpreendentemente forte que não abriga nem o ressentimento, nem o ódio, nem tampouco o perdão. Ela é só e, sobretudo, o contrário do esquecimento. É memória e é história. É a capacidade humana de contar o que aconteceu.Ao instalar a Comissão da Verdade não nos move o revanchismo, o ódio ou o desejo de reescrever a história de uma forma diferente do que aconteceu, mas nos move a necessidade imperiosa de conhecê-la em sua plenitude, sem ocultamentos, sem camuflagens, sem vetos e sem proibições. [grifos meus]
Ao final, mais um trecho muito significativo:
A ignorância sobre a história não pacifica, pelo contrário, mantêm latentes mágoas e rancores. A desinformação não ajuda apaziguar, apenas facilita o trânsito da intolerância. A sombra e a mentira não são capazes de promover a concórdia. O Brasil merece a verdade. As novas gerações merecem a verdade, e, sobretudo, merecem a verdade factual aqueles que perderam amigos e parentes e que continuam sofrendo como se eles morressem de novo e sempre a cada dia.
É como se disséssemos que, se existem filhos sem pais, se existem pais sem túmulo, se existem túmulos sem corpos, nunca, nunca mesmo, pode existir uma história sem voz. E quem dá voz à história são os homens e as mulheres livres que não têm medo de escrevê-la. Atribui-se a Galileu Galilei uma frase que diz respeito a este momento que vivemos: "a verdade é filha do tempo, não dá autoridade."
Eu acrescentaria que a força pode esconder a verdade, a tirania pode impedi-la de circular livremente, o medo pode adiá-la, mas o tempo acaba por trazer a luz. Hoje, esse tempo chegou. [grifos meus]



Boa reflexão para todos nós!






Para quem quiser a íntegra do discurso: AQUI

Lembrete: CineSanfra

Não se esqueça, se você se inscreveu para o CineSanfra, amanhã, sexta-feira, tem seção às 14h no Auditório!!
E não deixe de ler os textos disponíveis no GIC!

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Caça às bruxas

De tempos em tempos a cultura ocidental (digo isso por não conhecer muito bem a história oriental) procura exterminar seus medos fisicamente e elege, para isso, um bode expiatório. Para os nazistas os judeus representavam a encarnação de todos os males possíveis, o que justificaria o injustificável: o holocausto. No pós-guerra, com o advento da Guerra Fria, os novos bodes ou, neste caso, as bruxas a serem caçadas, eram os comunistas. Na verdade, nem precisava ser comunista, bastava parecer comunista ou, simplesmente, discordar um pouco do pensamento hegemônico. Este cenário foi particularmente intenso na "terra da liberdade e da democracia", os EUA.
O Spartacus original
Entre os anos 50 e 60 viu-se uma escalada de desconfiança e perseguições a supostos comunistas "infiltrados" no seio da democracia estadunidense: investigou-se e prendeu-se milhares de funcionários públicos, professores, jornalistas, políticos e artistas de esquerda ou críticos da política norte-americana. Comandada pelo senador Joseph McCarthy - daí chamarmos o período de macartismo - a caça às bruxas expurgou Hollywood.
Esta semana o veterano ator Kirk Douglas (95 anos!) manifestou-se a respeito por ocasião do lançamento de seu décimo livro:
O ator Kirk Douglas lançou um livro no qual contou as dificuldades que enfrentou durante a produção do filme "Spartacus", de 1960, época em que o senador Joseph McCarthy perseguia os cineastas americanos, acusados por ele de comunistas em sua caça às bruxas aos movimentos de esquerda no período da Guerra Fria.
"A caça às bruxas destruiu vidas e carreiras. Eu fiz 'Spartacus' com um roteirista que estava incluído na lista negra e que teve que se esconder sob um pseudônimo para encontrar trabalho", explicou nesta segunda-feira (14) Douglas em um comunicado por ocasião da publicação no próximo mês do livro "Sou Spartacus!".
A estrela de Hollywood lembrou que realizou um filme épico sobre a liberdade numa "época na qual a liberdade nos Estados Unidos estava em perigo", e disse ver semelhanças entre o período e o clima político atual, motivo pelo qual resolveu escrever sobre a produção da obra.

Notícia completa AQUI.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Quem procura, acha!

Atualmente "Google" virou sinônimo de pesquisa e em alguns idiomas já existem neologismos transformando o nome do buscador em verbo. Porém, está cada vez mais óbvio que não basta buscar uma palavra para obter um bom resultado: o oráculo não sabe escolher as informações que nós precisamos. Pode parecer estranho para alguns, mas até para pesquisar no Google há método e ferramentas que melhoram os resultados.
Pensando nisso, o gigante da internet criou um site - Google Search Education -  com dicas e tutoriais para ensinar professores e alunos a utilizarem de forma mais otimizada toda a potencialidade do sistema de buscas. Pena que ainda está tudo em inglês, mas para vocês não será um problema, não é?



Facilitando: vá em Lesson Plans & Activities e escolha seu grau de conhecimento (iniciante, intermediário ou avançado)

segunda-feira, 7 de maio de 2012

CineSanfra I

Saiu do papel! Agora o CineSanfra é projeto em andamento! Mas...

O que é o CineSanfra?
É aula? Sim e não. É lazer? Sim e não.
O CineSanfra é, na verdade, um projeto extracurricular optativo voltado para os alunos do Ensino Médio com o objetivo de casar o prazer de ver um bom filme com a possibilidade de aprofundar a reflexão a partir de um instigante debate.
Todo mês, sempre em uma sexta-feira, teremos a exibição de um filme seguida de uma discussão motivada tanto pelo que foi assistido quanto por alguns textos básicos lidos com antecedência. Em outras palavras, o aluno de 1a a 3a série interessado em participar deve procurar um dos professores responsáveis – Renata, Mônica ou Erik – para se inscrever e ler os textos que estarão disponíveis no GIC. Simples assim.
Para inaugurar este projeto teremos “As Melhores Coisas do Mundo”, filme nacional dirigido por Laís Bodanzky. Com temática jovem, a produção aborda as relações juvenis – amizades, família, escola, amores e desamores – de forma séria e nada caricata. Um convite à reflexão sobre as diversas faces da adolescência.

Estão todos convidados!


sexta-feira, 4 de maio de 2012

Virada Cultural

Quem acompanha este blog há algum tempo sabe que sou um entusiasta da Virada Cultural. Milhões de pessoas nas ruas durante 24 horas para acompanhar espetáculos de dança, música, teatro, cinema, etc, me parece justificativa suficiente para adorar este evento anual. Como se não bastasse, é tudo grátis, free, na faixa!


A Virada deste ano acontece entre 5 e 6 de maio. Ou seja, é AMANHÃ!!!

Toda a programação está no site. E desta vez o site está funcionando muito bem, com versões da programação e mapas em pdf, e aplicativos para iOS e Android.

Se você tem medo de andar pelo centro de São Paulo ou sua mãe não te deixar sair à noite, não se desespere. Tem programação variada até no SESC Ipiranga e, além do mais, são 24h de atrações. Começa às 18h de sábado, mas tem muuuita coisa rolando às 9h da manhã, por exemplo.

Dá uma olhada na programação e 'bora pra rua!

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Mais apostas em seu futuro

Até parece que hoje é o dia de pensar no futuro profissional! O que parece coincidência é apenas resultado dos calendários. Como em breve começarão a pintar as inscrições para vestibulares, as universidades e a imprensa em geral estão soltando orientações as mais diversas. Pode não parecer, mas todo mundo quer que você acerte em cheio em sua escolha.
A UNESP lançou um material bem interessante para auxiliar na escolha da carreira. Por mais que seja um pouco voltado para os cursos desta universidade, ainda assim vale a pena dar uma olhada nos podcasts especialmente preparados. Sim, isso mesmo, podcasts. O pessoal desta universidade paulista preparou uma série de entrevistas em áudio para você poder ouvir a respeito das mais diversas profissões.
O Guia de Profissões em Áudio traz entrevistas com responsáveis pelas carreiras de graduação oferecidas pela Universidade. O material foi desenvolvido para ajudar estudantes que estão terminando o ensino médio e que ainda têm dúvidas em relação à carreira que seguirão.
Entre no site do Podcast Unesp e procure por Guia de Profissões no canto esquerdo. Então, selecione a área (Biológicas, Exatas ou Humanas).

Espante a preguiça que nem ler é necessário!


Mais informações, procure no Guia de Profissões da Vunesp.

Apostas para o seu futuro

Quem já fez teste vocacional sabe como funciona: muitas perguntas e poucas respostas. Na verdade, ninguém vai te dizer o que fazer simplesmente por que não dá para outra pessoa escolher por você. Então, o jeito é ficar provocando sua reflexão.
Eu vi recentemente este teste do Guia do Estudante, chamado Máquina de Profissões.


Não sei se é útil, mas é divertido. Ou, pelo menos, foi divertido para mim. Minha profissão não apareceu, mas senti meu ego (tenho perfil de líder! Oh!) ser massageado e sugeriu-se carreiras bem legais (e que admiro) como jornalismo, psicologia, assistente social e biblioteconomia.

Façam e me contem o que deu!!

segunda-feira, 23 de abril de 2012

O que é hiperinflação?


Quando falamos em período entre-guerras, ou melhor, a década de 1920 na Europa, é obrigatório lembrar da precária situação econômica: desemprego, baixa produtividade do campo e da indústria e hiperinflação. Quando a conjuntura parecia um pouco melhor, veio a catastrófica crise de 1929 para fechar a década. Um cenário que, não por acaso, colaborou decisivamente para ascensão dos regimes autoritários nazi-fascistas.
Mas o que quer dizer hiperinflação exatamente? Não é difícil de imaginar uma inflação altíssima e descontrolada, com diários aumentos de preço. Um dos casos mais famosos é a hiperinflação da Alemanha (República de Weimar) em 1923. Para se ter uma ideia, entre janeiro de 1922 e dezembro de 1923 a inflação chegou a um patamar de 1 bilhão por cento. Difícil de visualizar? Então leia o texto abaixo retirado do livro Os Três Camaradas, do alemão Erich Maria Remarque:
1921...Fico pensando. Já não me lembro de nada. Aquele ano falhara, simplesmente. No ano de 1922, trabalhei como ferroviário na Turíngia e, em 1923, como chefe do departamento de propaganda de uma indústria de borracha. Isto aconteceu no período de inflação. Meu salário mensal ascendera às vertiginosas alturas dos duzentos bilhões de marcos. Havia pagamento duas vezes por dia, e logo após o recebimento, uma licença de uma hora para que se pudesse sair correndo pelas lojas, a fim de comprar ainda alguma coisa útil, antes de ser anunciado o novo câmbio do dólar; pois então o dólar só valeria a metade. 
(Erich Maria Remarque. Os Três Camaradas. Rio de Janeiro: Record, [s.d.]. P. 8)

Para enfatizar: as crianças estão brincando com maços de dinheiro desvalorizado
durante a crise de 1923 na Alemanha.

500 postagens!

Acabamos de passar as 500 postagens em 3 anos de blog!
Ou seja, agora são outros 500Ok, o trocadinho é bem sem graça... mas é o que tem para o hoje.


Rumo ao 1000o.!!
Só não vou fazer como jogador de futebol que conta qualquer gol em pelada. 

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Tema quente da geopolítica

De tempos em tempos os olhos dos mais diversos analistas se voltam para alguns temas, digamos, quentes. Se estivéssemos falando de moda, diríamos se tratar de uma tendência para a estação. Mas neste caso seria pouco. Se o assunto fosse futurologia barata, talvez tratássemos como aposta para o futuro. Porém, o ponto central é a compreensão de um cenário internacional que envolve aspectos históricos, políticos, sociais e econômicos dos mais complexos. É verdade que se trata de um futuro e que há, sim, uma tendência em se analisar de uma forma específica, só não podemos perder o foco na complexidade. Para isso precisamos aprofundar a leitura.

Você sabe o que são os BRICs?

http://www.univesp.ensinosuperior.sp.gov.br/preunivesp/Se a resposta é "não" então está na hora de correr atrás e se informar.
Aproveite a edição de abril da Revista Pré-Univesp. Dentre os diversos textos, destaco estes três abaixo. Ou seja, ao menos leia estes.

O mundo multipolarizado a partir dos Brics
‘Profetizado’ no início da década de 2000, conjunto de superpotências emergentes quer encabeçar uma nova ordem de organização mundial

Tão perto, tão longe
Desigualdades significativas marcam países dos Brics e desafiam politicamente o futuro do grupo

Brics: democracia e perspectivas de integração
O conceito de Brics traduz relação complexa entre unidades nacionais que não possuem uma política comum e cuja integração precisa ser equacionada


Para ajudar na leitura, consulte este INFOGRÁFRICO. Informações básicas com acesso rápido e simples.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Os horrores da guerra, de qualquer guerra

"Stormtroops advancing under a gas attack", de Otto Dix
Quando preparo uma avaliação vou juntando todo tipo de material que tenho para depois selecionar o que julgo mais apropriado. E com frequência sobram coisas bem interessantes.
Desta vez, ao formular a prova de recuperação da 3a. série restou em minhas mãos um trecho do livro Os três camaradas, de Erich Maria Remarque (o mesmo autor de Nada de novo no front). A passagem descreve uma lembrança do personagem a respeito da Primeira Guerra Mundial, fazendo referência às trincheiras e à guerra química.
“1917. Flandres. Middendorf e eu tínhamos comprado uma garrafa de vinho tinto. Com ele pretendíamos fazer uma pequena comemoração. Isso, entretanto, não nos foi possível. De madrugada os ingleses desencadearam um pesado fogo sobre nós. Ao meio dia, Köster foi ferido. De tarde caíram Meyer e Deters. E ao anoitecer, quando pensávamos poder ter um pouco de sossego e abrir a garrafa, veio uma onda de gás e se infiltrou pelos abrigos subterrâneos.
É verdade que nos tínhamos munido de máscaras no devido tempo, mas a de Middendorf estava estragada. Quando ele notou o defeito, já era tarde. Até que a arrancasse do rosto e achasse outra perfeita para substituí-la, já havia inalado excessiva quantidade de gás, e vomitava sangue. Na manhã seguinte, ele estava morto, com o rosto manchado de verde e negro. O pescoço estava todo arranhado pelas unhas na desesperada ânsia de abri-lo para conseguir um pouco de ar para respirar.”

(Erich Maria Remarque. Os três camaradas. Rio de Janeiro: Record, [s.d.]. P. 8)
Este excerto é bem impactante como um todo, mas a última frase eleva a tragédia humana a outro patamar. Não por acaso Remarque é reconhecido como um autor pacifista e crítico da visão de que a guerra faz heróis. Por sua vez, fica fácil imaginar porque Hitler e sua turminha mandaram queimar os livros do escritor e ex-soldado.


A propósito, sobre a guerra química e o uso de gases tóxicos, postei anteriormente uma sugestão de leitura AQUI.

Se você gostou da imagem que ilustra o post, veja outros trabalhos de Otto Dix, também um artista engajado em denunciar os horrores da guerra e considerado um expoente da "arte degenerada", na opinião dos nazistas.
Clique AQUI.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

De olho no calendário

Todo começo de ano é a mesma história: os vestibulares informam seus calendários. Portanto, para nós só sobra planejar bem o resto do ano.
Veja se algum destes vestibulares lhe interessa e trate de fixar na porta da geladeira.

Fuvest
1/8 – Divulgação do Manual do Candidato
24/8 – Início do período de inscrições

10/9 – Último dia para inscrições

14 a 19/10 – Provas de habilidades específicas antecipadas das carreiras de Música (em São Paulo) e Artes Visuais

5/11 – Divulgação das listas de aprovados nas provas de habilidades específicas antecipadas de Música (em São Paulo) e Artes Visuais
19/11 – Divulgação dos locais de exame da 1.ª fase
25/11 – Exame da 1.ª fase

17/12 – Divulgação da lista de convocados e dos locais de exames da 2.ª fase

6 a 8/1/2013 – Provas da 2.ª fase
9 a 11/1/2013 – Provas de habilidades específicas

2/2/2013 – Divulgação da 1.ª chamada de convocados


Unicamp
20/8 a 14/9 - Período de inscrições

11/11 - Prova da 1.ª fase

13 a 15/1/2013 - Provas da 2.ª fase
21 a 24/1/2013 - Provas de habilidades específicas

4/2/2013 - Divulgação da lista de aprovados em 1.ª chamada


Unesp
17/9 - Início do período de inscrições

11/10 - Fim do período de inscrições

18/11 - Prova da 1.ª fase

4/12 - Divulgação dos aprovados para a 2.ª etapa

9 a 15/12 - Provas de habilidades específicas para cursos da capital e de Bauru
16 e 17/12 - Provas da 2.ª fase

28/1/2013 - Divulgação da lista de aprovados em 1.ª chamada

5 e 6/2/2013 - Matrícula dos aprovados na 1.ª lista


Unifesp
1.ª prova - Enem (data a ser divulgada pelo Inep/MEC)

13 e 14/12 - Provas de conhecimentos específicos

30/1/2013 - Divulgação dos resultados

7/2/2013 - Matrícula dos aprovados em 1.ª chamada


PUC-SP
28/10 - Início do período de inscrições

22/11 - Fim do período de inscrições

2/12 - Prova
18/12 - Divulgação do resultado


PUC-Campinas
30/11 e 1/12 - Provas
12/12 - Divulgação do resultado



Agora só falta ter certeza de qual curso você quer...

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Novidades na Biblioteca

Os professores de História propuseram à Biblioteca do Colégio a compra de oito novos títulos e "para a noooosa alegria" todos os oito foram comprados e já estão disponíveis para empréstimo.

As obras sugeridas compõem a Coleção “Revoluções do Século 20” coordenada pela historiadora Emília Viotti da Costa e editada pela Editora UNESP. A proposta desta coleção consiste em reunir historiadores e cientistas sociais de posições políticas diferentes para tratar dos mais diversos movimentos revolucionários do século XX, desde a Revolução Russa de 1917, considerada a mãe de todas as revoluções sociais desse século.
Basta um rápido olhar para notar que a Revolução Argelina dialoga com a atual “Primavera Árabe”, ou que a Revolução Iraniana permanece atual e atuante frente às pretensões nucleares do Irã, ou ainda que compreender a Revolução Chinesa é de suma importância para analisarmos com segurança a nova “potência” mundial. A coleção ainda dedicou especial atenção aos movimentos Latino-Americanos, lembrando-nos, brasileiros, que pertencemos a este universo político-cultural e carecemos de maiores conhecimentos a este respeito.
A coleção conta com 17 volumes, mas por ora foram adquiridos oito títulos considerados básicos. Aliás, básico também é o formato da coleção: pocket books (10x19cm) com algo entre 100 e 180 páginas.

Os livros estão esperando por vocês!


1. As Revoluções Russas e o Socialismo Soviético
Reis Filho, Daniel Aarão

"O movimento em favor de uma mudança radical ganhava um número cada vez maior de participantes, em várias partes do mundo, culminando na Revolução Russa de 1917, que deu início a uma nova era. O processo revolucionário no início do século XX, sob inspiração de socialistas e comunistas, transcendia as fronteiras da Europa e da América e o caminho seguido pela União Soviética alarmou alguns e serviu de inspiração a outros, provocando debates e confrontos internos e externos que marcaram a história do século XX. Com o fim de guerra fria e o desaparecimento da União Soviética é possível reavaliar os acontecimentos."


2. A Revolução Chinesa 
Pomar, Wladimir

"A Revolução Chinesa, em 1949, ampliou o bloco socialista e forneceu novos modelos para revolucionários em várias partes do mundo. Com a participação da China em instituições até recentemente controladas pelos países capitalistas, talvez seja possível dar início a uma reavaliação mais serena dos acontecimentos. Essa Revolução que intriga o Ocidente e as reformas promovidas pelo regime a partir de fins do século XX impõem a tarefa sempre renovada de esclarecer o perfil e os rumos dessa epopéia ainda não terminada."


3. A Revolução Cubana 
Ayerbe, Luis Fernando

"Nesta obra, a abordagem do processo histórico cubano toma como referência o contexto vivenciado pelos atores da revolução, considerando suas opções e decisões à luz dos dilemas apresentados pela realidade de uma época marcada por fortes constrangimentos externos originários da guerra fria entre os Estados Unidos e a União Soviética. Será essa a base da reflexão sobre os desafios atualmente colocados para a continuidade do processo iniciado nos anos 50. Na ocasião, uma profunda reestruturação interna da economia e sociedade cubanas e o desafio à hegemonia dos EUA sobre a América Latina, cujos países haviam iniciado um processo de industrialização voltado para o mercado interno, visando ao atendimento de prioridades nacionais, passa a receber pressões externas em favor da abertura das economias à penetração do capital estrangeiro e à instalação de filiais de empresas multinacionais."

4. A Revolução Mexicana 
Barbosa, Carlos Alberto Sampaio

"O século XX no México começa efetivamente com a Revolução Mexicana. Foi a primeira revolução com claro cunho social a acontecer na América Latina nesse século. Existem muitas razões para se refletir sobre esse singular acontecimento na história mexicana e latino-americana. Em primeiro lugar, por que deu origem a um regime estável e duradouro. Tal situação fica mais evidente se compararmos o México a outros países do sul do continente que, ao longo do século XX, passaram por golpes militares e regimes de exceção."



5. A Revolução Portuguesa 
Augusto, Claudio de Farias

"O mais recente título da coleção Revoluções do Século XX apresenta ao leitor o movimento de maior importância da história recente de Portugal. Mais conhecida como a Revolução dos Cravos, o levante iniciado em 25 de abril de 1974 pôs um fim ao regime de António Salazar, responsável por uma das mais duradouras ditaduras que se tem notícia no mundo ocidental.
Nesta sucinta e didática obra, Claudio de Farias Augusto narra todo o processo revolucionário, apontando para as alianças construídas para enfraquecer o salazarismo e remontando, inclusive, a própria origem do governo do ditador. Deste modo, o autor deixa evidente como a Revolução dos Cravos foi capaz de estabelecer um ambiente efetivamente democrático, delineando um novo futuro para o povo português."


6. A Revolução Venezuelana 
Maringoni, Gilberto

"Em A Revolução Venezuelana, da coleção Revoluções no século 20, dirigida pela profa. Emília Viotti da Costa, o autor esclarece que os eventos tratados integram um processo político ainda em curso, o que torna a maioria das conclusões alinhavadas imersas no movediçio terreno do tempo imediato, e se pergunta: houve de fato uma revolução na Venezeula no fim do século XX ou há nesse país um processo desse tipo no início do século XXI? Responder a essa questão é a proposta de Maringoni, repassando os principais momentos e atores do cenário venezeulano e as alterações na correlação de forças interna, com suas conseqüências no plano internacional, em particular no latino- americano."


7. A Revolução Iraniana 
Coggiola, Osvaldo

"No fim de 1978, as ruas de várias cidades do Irã enchiam-se de manifestantes que reclamavam o fim do governo, uma monarquia encabeçada pelo xá Mohammed Reza Pahlevi. A ação repressiva do Exército e da polícia, fiéis ao regime, não conseguia deter a determinação dos manifestantes, massacrados às centenas, na evolução de um processo revolucionário que se baseava nos ensinamentos de um personagem religioso do século VII, o profeta Maomé. Ao qualificarmos de "iraniana" uma revolução que o mundo se acostumou, ideologicamente, a chamar de "islâmica", sublinhamos suas múltiplas raízes históricas e políticas, que o obscurantismo "racionalista" pretende ocultar mediante uma simplificação absoluta, posta, atualmente, a serviço de uma cruzada mundial contra o "terrorismo islâmico, último álibi político-ideológico do velho imperialismo capitalista."

8. A Revolução Argelina 
Yazbek, Mustafa

"A Argélia representava para o Estado francês, até meados do século XX, uma enorme extensão de terra ocupada por algumas tribos primitivas de árabes e berberes, a maioria deles muçulmanos. Um território onde todas as melhorias existentes deviam ser tributadas ao poder da França. Movidos pela forte onda nacionalista que percorreria o mundo árabe e culminou com a ascensão do pan-arabismo nasserista ao poder no Egito, os argelinos lutaram quase dez anos pela independência, conquistando com ela sua dignidade nacional e uma maior autonomia no controle do destino de seu próprio país."'





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