O vídeo abaixo tem circulado em blogs e no Facebook. Para muitos a temática é a relação entre pais e filhos, a delicada questão dos limites, o ensino da responsabilidade e valores familiares, etc.
Em resumo: um pai revoltado com a atitude da filha, que resolveu expor na Facebook sua "revolta" com os afazeres domésticos, decidiu gravar um vídeo em resposta e puni-la publicamente, ou seja, na mesma moeda da filha.
Apesar da pinta de cowboy e da medida extrema (sou contra armas de fogo por princípio!), o discurso do pai me pareceu bem coerente. Mas gostaria de chamar atenção para um outro aspecto que já comentei em sala de aula em outras oportunidades e outros anos. As pessoas, especialmente a geração que nasceu conectada à internet, está perdendo a noção do que significa uma vida pública e o que é intimidade.
Segundo o pai, no vídeo, a menina resolveu expor sua "raiva" e junto expôs toda a vida familiar. Mas, ao mesmo tempo, esperava que só seus amigos vissem, pois havia bloqueado o acesso de seus pais. Por mais que diga respeito a sua própria vida, "família" implica em responsabilidades com outras pessoas. Sua atitude individual possui, sim, desdobramentos coletivos. E neste caso eles são bem evidentes.
É possível que a garota tenha pensado ainda que estava exercendo sua liberdade de expressão. Ok, mas de uma forma torta, deformada, pois não falou aos seus pais, mas para a audiência de internautas que poderia curtir seu desabafo inconsequente.
Há muito o que se pensar a respeito. E depois de refletir, há muito o que se fazer!
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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Geração T?
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| Medo! |
Um jovem que estudou nas melhores escolas, aprendeu idiomas, teve experiências no exterior, é inteligente, criativo e conectado e tem disposição para trabalhar duro e inovar ostenta um currículo que parece ser o sonho dos selecionadores das empresas.Eu já achava este cenário bem preocupante, quando, então, li o artigo/coluna/post de Luciano Pires no Cultura News.
Não necessariamente. Esse mesmo perfil pode virar um pesadelo para os gestores que logo identificam a geração Y --leva dos nascidos entre 1980 e 1990, que reúne características como agilidade, autodidatismo tecnológico e criatividade.
Isso porque esses "nativos digitais" demandam muito de seus superiores, não temem atropelar processos e, principalmente, não pensam duas vezes antes de trocar a empresa que investiu em seu treinamento por uma que pague melhor ou outra que ainda não existe: a que vão criar.
Assim, os gestores tendem a ficar alertas para o perfil Y excessivo: aquele que, apesar de reunir o currículo ideal, não tem paciência para os ritos da cultura corporativa, como esperar por uma promoção.
(In: André Lobato. "Jovens imediatistas assustam gestores na hora da contratação". Folha de S. Paulo, 28.02.2010)
O escritor diz emprestar um novo "rótulo" cunhado por um amigo - a geração T - mas com uma novidade, não depende de uma data de nascimento, pois se trata mais de uma postura que de um reflexo da época. O "T" é de testemunha - “Sou testemunha de tudo, mas não tenho opinião sobre nada.” - e o texto, muito leve e divertido (ainda que sério!), vale uma leitura. Depois, cada um faça sua reflexão e veja se o rótulo lhe serve, ou pior, se lhe fica confortável!
A "geração T" sabe tudo que acontece, mas permanece incapaz de analisar, comparar e julgar
Por Luciano Pires
Meu amigo Patrick é francês e vive no Brasil há anos. Tem uma visão crítica da forma de ser do brasileiro em comparação a outros povos, especialmente os europeus. E eu me divirto com ele. Recentemente, presente a um desses eventos badalados que tratam de redes sociais, ele me ligou para descrever o público. Jovens, muito jovens, com seus iPads e iPhones, tuitando furiosamente enquanto assistiam às palestras de dezenas de especialistas. Ao final da palestra, invariavelmente o apresentador dizia:
- Alguma pergunta?
Silêncio. Ninguém. Nada. E assim foi, de palestra em palestra. Ninguém nunca perguntava nada. O Patrick então disse que aquela era a geração T. Tê de testemunha: “Sou testemunha de tudo, mas não tenho opinião sobre nada.”
(CONTINUA)
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Disciplina e ambiente de estudo
Quando se fala em disciplina comumente se pensa em algo rígido, o silêncio, todos olhando para a frente da sala de aula. Este era o modelo consensual até pelo menos a década de 1970 e desde então ouvimos os saudosistas lamentando "aquele tempo que bom da disciplina".
Um professor na faculdade preferia encarar a disciplina por outro ângulo. Segundo ele (e vários outros estudiosos do tema), a disciplina deve ser encarada como a ordem necessária para o aprendizado, enquanto que por ordem se entende a disposição mental. Ou seja, seria possível pensarmos em disciplinas diferentes para cada matéria ou mesmo para cada tema tratado em aula.
Porém, de todo modo, bagunça é bagunça e atrapalha muito.
Segundo um estudo estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico,
O estudo em questão se propôs também a comparar a percepção dos alunos quanto à indisciplina. Para isso perguntaram aos alunos de 66 países o quanto os professores precisam esperar que a classe se discipline. O famoso: "Classe, por favor, atenção! Pessoal, silêncio!". Na média, 72% dos alunos entrevistados disseram que "nunca ou quase nunca" os professores precisam esperar por atenção.
O positivo é que o resultado é melhor que há 10 anos, já o negativo... bom, no Brasil 67% dos alunos responderam "nunca ou quase nunca". Sim, estamos abaixo da média mundial, mas concorrer com os orientais e seu senso de hierarquia tradicional é um tanto complicado.
De acordo com o estudo, o que há de diferente é o relacionamento entre aluno e professor. Não se trata de amizade e sim do professor levar o aluno a sério.
Palpite meu: essa relação é via de mão dupla. Professores levando seus alunos a sério (eles não são desinteressados por princípio, preguiçosos em potencial ou qualquer outra imagem pejorativa) e alunos levando seus professores também a sério (eles não são torturadores sádicos, frustrados miseráveis ou algo pior) constroem um ambiente mais agradável e realmente propício ao aprendizado.
Fonte: Sala de aula brasileira é mais indisciplinada que a média, diz estudo
Um professor na faculdade preferia encarar a disciplina por outro ângulo. Segundo ele (e vários outros estudiosos do tema), a disciplina deve ser encarada como a ordem necessária para o aprendizado, enquanto que por ordem se entende a disposição mental. Ou seja, seria possível pensarmos em disciplinas diferentes para cada matéria ou mesmo para cada tema tratado em aula.
Porém, de todo modo, bagunça é bagunça e atrapalha muito.
Segundo um estudo estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico,
a bagunça em sala de aula tem efeito direto sobre o rendimento dos estudantes.Em outras palavras, a bagunça atrapalha mesmo é a própria sala de aula. Meio óbvio, né?
"Salas de aula e escolas com mais problemas de disciplina levam a menos aprendizado, já que os professores têm de gastar mais tempo criando um ambiente ordeiro antes que os ensinamentos possam começar", afirma o relatório da OCDE.
O estudo em questão se propôs também a comparar a percepção dos alunos quanto à indisciplina. Para isso perguntaram aos alunos de 66 países o quanto os professores precisam esperar que a classe se discipline. O famoso: "Classe, por favor, atenção! Pessoal, silêncio!". Na média, 72% dos alunos entrevistados disseram que "nunca ou quase nunca" os professores precisam esperar por atenção.
O positivo é que o resultado é melhor que há 10 anos, já o negativo... bom, no Brasil 67% dos alunos responderam "nunca ou quase nunca". Sim, estamos abaixo da média mundial, mas concorrer com os orientais e seu senso de hierarquia tradicional é um tanto complicado.
De acordo com o estudo, o que há de diferente é o relacionamento entre aluno e professor. Não se trata de amizade e sim do professor levar o aluno a sério.
Palpite meu: essa relação é via de mão dupla. Professores levando seus alunos a sério (eles não são desinteressados por princípio, preguiçosos em potencial ou qualquer outra imagem pejorativa) e alunos levando seus professores também a sério (eles não são torturadores sádicos, frustrados miseráveis ou algo pior) constroem um ambiente mais agradável e realmente propício ao aprendizado.
Fonte: Sala de aula brasileira é mais indisciplinada que a média, diz estudo
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