Mostrando postagens com marcador Futebol. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Futebol. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Agora com cartaz!

O mini-curso está ficando cada vez mais profissional. Agora temos um cartaz!!
Está ficando cada vez mais elegante...


Obra do Leandro (Comunicação) segundo orientação do Renatão.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Mini-Curso: História e Futebol

Não é muito comum vermos no colégio o formato "mini-curso". Para quem não conhece, é geralmente uma abordagem mais recortada de algum conteúdo e, justamente por isso, mais livre para aprofundamentos.
Renato Brigati, ou apenas Renatão, propôs um belo mini-curso tratando de História e Futebol, mais especificamente nas relações entre a paixão nacional, sociedade e política, abordando com mais vagar dois períodos, a Era Vargas e a Ditadura Militar. Eu, como professor responsável, só posso aplaudir a inciativa e dar meu total apoio. Não por acaso embarquei de cara na ideia do Renato.


Resumo
O Futebol está presente no cotidiano e na alma do brasileiro: jogamos bola nas escolas, nos clubes, nas ruas, nos videogames; vamos aos estádios, assistimos às partidas pela televisão, escutamos as análises do Campeonato Brasileiro pelo rádio... No entanto, viver o futebol dispensa pensá-lo?
Longe de ser apenas um tempo livre, de lazer desprendido do trabalho, o futebol carrega consigo uma série de discursos políticos. A seleção brasileira é motivo de orgulho para os Presidentes da República quando vence um torneio internacional. O brasileiro se une enquanto nação nos períodos de Copa do Mundo, e o nacionalismo chega ao seu nível de exacerbação máximo. Porém, o futebol não é apenas um “ópio para o povo”: grupos marginalizados e oprimidos também encontraram no esporte formas de manifestação contra governos, costumes e instituições ao longo da História do Brasil.
O mini-curso “Futebol, ideologias e resistências no Brasil” é um convite para conhecer o futebol em suas diversas manifestações políticas, já que a bola é mediadora de conflitos e interesses que transcendem o próprio esporte.
E você? Vai fazer parte deste time?


Informações Gerais:
Datas: Dias 21 e 28 de outubro, 4 e 11 de novembro (sempre às sextas-feiras)
Horário: Das 14h às 15h40min
Local: Sala do Prof. Erik (a de sempre!)
Inscrições: Até dia 5 de outubro, pessoalmente com Renato ou Erik

Vagas Limitadas!


Atualização:
Revisão da data - devido a um evento da 3a. série e o fato de este ser o público-alvo do mini-curso, a data de início foi mudada para o dia 21 de outubro, sendo a aula final em 11 de novembro.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Leitura extra

Acabamos de ver nas aulas da 3a. série a Crise de 1929 e iniciamos o estudo do Nazi-fascismo. Se tudo correr bem e alguma força sobrenatural colaborar chegaremos até o fim do bimestre à história do Brasil com a crise da República Velha e o Estado Varguista. Mas até lá tem um pouco de chão.
Em todo caso, fica como sugestão de leitura extra um conjunto de artigos diferentes. O tema principal é a história das Copas do Mundo de 1930, 1934 e 1938, mas tudo está intimamente articulado com o contexto político e econômico da época (ou seria o contrário?).
Como o material é um pouco grande para o blog (6 páginas), deixei para download no site do Colégio.

Boa leitura!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

A década de 1930 sob outro olhar

Em ano de Copa, querendo ou não, o futebol é pauta recorrente. No caso do Brasil, então, até sem campeonato mundial o "esporte bretão" é assunto constante.
Nas aulas deste bimestre começamos a ver com a 3ª série a década de 1930 no Brasil, ou seja, o fim da chamada República Velha e o início da Era Vargas. No entanto, não devemos perder de vista que o cenário internacional não pode ser separado do contexto nacional e, ao mesmo tempo, este panorama envolve várias faces da política e da sociedade. É aí que se encaixa o futebol.
Marco Antonio Villa, historiador e professor da UFSCar, escreveu um interessante artigo para a Folha de S. Paulo em 18 de abril deste ano. A proposta era abordar a primeira Copa do Mundo no contexto mundial da época, ou seja, "um torneio abalado pela Depressão", como o autor chamou seu texto.

A história das Copas começa assombrada por uma grande crise econômica. O crash da Bolsa de Valores de Nova York, em outubro de 1929, avançou rapidamente para além das fronteiras dos EUA e comprometeu o primeiro Mundial de futebol profissional.
Os efeitos da crise dificultaram a participação dos países europeus, insatisfeitos com a escolha de uma sede do outro lado do Atlântico. Bicampeão olímpico, o Uruguai recebeu da Fifa a incumbência de organizar a Copa de 1930. Resultado: um torneio sem eliminatórias, com apenas 13 seleções, das quais só quatro eram europeias (Romênia, França, Iugoslávia e Bélgica).
E decidido por dois sul-americanos, o próprio Uruguai e a Argentina. A primeira final de Copa do Mundo atraiu mais de 90 mil espectadores, o maior público para um jogo de futebol na América do Sul até então.
Seleção Brasileira de 1930
O Brasil não passou da primeira fase. Uma briga entre cariocas e paulistas -rivalidade que marcou a seleção brasileira durante meio século- impediu a convocação de atletas que atuavam em São Paulo, com exceção do atacante Araken. (...)
O impacto da Grande Depressão se estendeu pelos anos 30. Na América Latina, países como Argentina e Brasil vivenciaram profundas mudanças políticas, um reflexo da crise.
A URSS, então único país socialista, foi menos atingida porque tinha pequena participação no comércio internacional.
A África também foi afetada pela crise. A produção de gêneros agrícolas e a exploração de minerais, bases econômicas das colônias, tiveram seus preços sensivelmente rebaixados.
Desde 1919, após o tratado de Versalhes, o continente, excetuando a Libéria, o Egito (independente em 1922) e a Etiópia, era domínio quase exclusivo de Inglaterra e França.
A Alemanha perdeu todos os seus territórios após a derrota na Primeira Guerra Mundial (1914-1918), em uma nova partilha decidida pela então recém-criada Sociedade das Nações, antecessora da ONU (Organização das Nações Unidas).
Para a nova entidade, os povos africanos não eram "capazes de se dirigir por si mesmos nas condições particularmente difíceis do mundo moderno".
Portanto França e Inglaterra tinham recebido a tutela provisória das colônias até que elas pudessem caminhar sozinhas.
Tal decisão da Sociedade das Nações firmou o princípio de que a relação entre colonizador e colonizado não era um fim em si mesmo, mas um caminho que preparava os povos africanos para sua independência.
Reparem que o autor relaciona o início da década de 1930 com os resultados da Primeira Guerra Mundial, a Revolução Russa, o Neo-Colonialismo europeu que continuava forte e atuante na África, e a Crise de 1929. No caso da América Latina, as mudanças políticas ficariam ao cargo de governos autoritários e de contornos mais ou menos fascistas - no caso brasileiro e argentino -, tendência que também é observável na Europa: Alemanha nazista, Itálica fascista, Portugal salazarista, Espanha franquista.
Ao mesmo tempo, Villa tem em mente a Segunda Guerra Mundial e, por isso, enumera os principais países que tomarão parte no conflito. Portanto, temos aí uma trajetória, uma teia complexa ligando elementos que levaram à Primeira Guerra, as consequências políticas, sociais e econômicas deste conflito, e a Segunda Guerra. Não por acaso o historiador Eric Hobsbawm considera que só houve "uma Grande Guerra" entre 1914 e 1945, com um armistício de 1918 a 1939.
 
Não percam de vista o todo, mesmo quando estamos analisando apenas uma parte por vez!

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Ah, o futebol...

Ontem, quem passasse em frente à nossa sala na sétima aula iria estranhar o assunto nos últimos 10-15min. do dia letivo. Sim, o 3º A e eu estávamos discutindo a escalação da Seleção Brasileira. Graças a estes M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O-S celulares foi possível saber em tempo real quem o Dunga havia chamado para jogar a atual Copa do Mundo. Mas não houve prejuízo da aula, depois de uma dobradinha e a classe tendo prestado atenção (um pouco além do normal!!), ouvir o comunicado do treinador brasileiro e discutir o resultado não foi nenhum "crime" contra o aprendizado.
Porém, fica a pergunta, até onde poderíamos ir com esta mania nacional que é discutir futebol? É papo comum em mesa de bar, reunião de família, almoço de trabalho, salão de cabeleireiro, conversa de msn, sala dos professores... E no Senado Federal, é correto discutir?
Eu penso que não, mas os Senadores discordam de mim.

Assista o vídeo aqui.

Nossa aula estava em dia, todo mundo tinha "trabalhado" bem. O pessoal prestou atenção numa das aulas mais áridas que tivemos até agora. E o Senado? Tem projeto da Ficha Limpa para votar, tem Orçamento para discutir, tem... o Marco Regulatório do Pré-Sal! Nossa, não falta trabalho!
Mas questionar a ausência de Ganso e Neymar é mais urgente, refletir sobre a derrota de 1982 é mais importante...
Eles sabem que não era o momento, o Senador Álvaro Dias lembrou a casa toda.
Será este o preço de ter o futebol como uma paixão nacional?


p.s. Um comentário à parte. Eu discordo do Senador Mercadante, ainda bem que a Seleção não é resultado do voto democrático. Afinal, o Congresso é fruto da democracia e nem por isso tem jogado bonito ultimamente.