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sexta-feira, 20 de abril de 2012

Tema quente da geopolítica

De tempos em tempos os olhos dos mais diversos analistas se voltam para alguns temas, digamos, quentes. Se estivéssemos falando de moda, diríamos se tratar de uma tendência para a estação. Mas neste caso seria pouco. Se o assunto fosse futurologia barata, talvez tratássemos como aposta para o futuro. Porém, o ponto central é a compreensão de um cenário internacional que envolve aspectos históricos, políticos, sociais e econômicos dos mais complexos. É verdade que se trata de um futuro e que há, sim, uma tendência em se analisar de uma forma específica, só não podemos perder o foco na complexidade. Para isso precisamos aprofundar a leitura.

Você sabe o que são os BRICs?

http://www.univesp.ensinosuperior.sp.gov.br/preunivesp/Se a resposta é "não" então está na hora de correr atrás e se informar.
Aproveite a edição de abril da Revista Pré-Univesp. Dentre os diversos textos, destaco estes três abaixo. Ou seja, ao menos leia estes.

O mundo multipolarizado a partir dos Brics
‘Profetizado’ no início da década de 2000, conjunto de superpotências emergentes quer encabeçar uma nova ordem de organização mundial

Tão perto, tão longe
Desigualdades significativas marcam países dos Brics e desafiam politicamente o futuro do grupo

Brics: democracia e perspectivas de integração
O conceito de Brics traduz relação complexa entre unidades nacionais que não possuem uma política comum e cuja integração precisa ser equacionada


Para ajudar na leitura, consulte este INFOGRÁFRICO. Informações básicas com acesso rápido e simples.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Uma polêmica interessante

A União Europeia lançou um vídeo tendo em vista o público de 16 a 24 anos e com o objetivo chamar a todos a uma política de boa vizinhança. Com linguagem dinâmica e estética de filme de ação, Europa encontra China, Índia e Brasil.
Bom, a União Europeia lançou o vídeo e logo depois "des-lançou". Diante das críticas generalizadas foram obrigados a retirar o material do YouTube e se retratar.
Veja:



As críticas feitas ao filme publicitário vão desde "racista" a "imperialista", passando por "esteriotipado" e "agressivo".
Só para entender melhor, um resumo do roteiro: três lutadores (um chinês e seu kung fu, um indiano que levita e um negro capoeirista) cercam uma moça com cara de Kill Bill. Ela respira fundo, se multiplica em 12 (as doze estrelas da bandeira da União Europeia) e todos se sentam para conversar. No final, o slogan: "Quanto mais de nós houver, mais força teremos".

Opinião pessoal:
Entendo perfeitamente a polêmica apesar de não chamar de "racismo". Compreendo a tentativa de um discurso pró diálogo, de paz e harmonia entre os povos, mas o tiro saiu pela culatra. Para dizer o mínimo, o vídeo pode sugerir que os BRICs (com exceção da Rússia que não aparece no filme) são encarados como uma ameaça e depois convencidos a dialogar. Além disso, apostaram em esteriótipos. Nem vou comentar o capoeirista, porém é fato que quem chama para o diálogo é a Europa/Kill Bill. Ou seja, na minha leitura, voltamos à defesa da superioridade europeia e seu já antigo eurocentrismo.