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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

De quem é esta terra?

A internet de tempos em tempos nos brinda com pequenas pérolas e nos lembra que este este universo anárquico colabora (apesar de tudo) com a criatividade.
Vi num outro blog (Chongas) esta animação de autoria da estadunidense Nina Paley. Em resumo, ela trata em pouco mais de três minutos daquela loucura que é o domínio da região da Palestina/Israel desde a Antiguidade. O fio condutor é a música "This Land is Mine", também título da animação, e que foi composta originalmente para o filme Exodus, de 1960.  O resto você pode ver com seus próprios olhos...



Acompanhe a letra e fique atento à fina ironia, principalmente do último verso (em negrito). A autora coloca este verso na boca do único personagem possível...
This land is mine, God gave this land to me,
This great this golden land to me.
And when the morning sun reveals her hills and plains,
I see a land where children can run free.
So take my hand and walk this land with me,
And walk this lovely land with me.
Though I am just a man, when you are by my side,
With the help of God I know I can be strong.
So take my hand and walk this land with me,
And walk this golden land with me.
Though I am just a man, when you are by my side,
With the help of God I know I can be strong.
To make this land our home,
If I must fight, I'll fight to make this land our own.
Until I die, this land is mine.
E para seguir os personagens, a autora fez um breve guia no seu BLOG (também em inglês):


Por que deixei tão pequeno? Oras, para que vocês possam ir ao blog da cartunista e prestigiar o trabalho dela...

sexta-feira, 9 de março de 2012

Uma polêmica interessante

A União Europeia lançou um vídeo tendo em vista o público de 16 a 24 anos e com o objetivo chamar a todos a uma política de boa vizinhança. Com linguagem dinâmica e estética de filme de ação, Europa encontra China, Índia e Brasil.
Bom, a União Europeia lançou o vídeo e logo depois "des-lançou". Diante das críticas generalizadas foram obrigados a retirar o material do YouTube e se retratar.
Veja:



As críticas feitas ao filme publicitário vão desde "racista" a "imperialista", passando por "esteriotipado" e "agressivo".
Só para entender melhor, um resumo do roteiro: três lutadores (um chinês e seu kung fu, um indiano que levita e um negro capoeirista) cercam uma moça com cara de Kill Bill. Ela respira fundo, se multiplica em 12 (as doze estrelas da bandeira da União Europeia) e todos se sentam para conversar. No final, o slogan: "Quanto mais de nós houver, mais força teremos".

Opinião pessoal:
Entendo perfeitamente a polêmica apesar de não chamar de "racismo". Compreendo a tentativa de um discurso pró diálogo, de paz e harmonia entre os povos, mas o tiro saiu pela culatra. Para dizer o mínimo, o vídeo pode sugerir que os BRICs (com exceção da Rússia que não aparece no filme) são encarados como uma ameaça e depois convencidos a dialogar. Além disso, apostaram em esteriótipos. Nem vou comentar o capoeirista, porém é fato que quem chama para o diálogo é a Europa/Kill Bill. Ou seja, na minha leitura, voltamos à defesa da superioridade europeia e seu já antigo eurocentrismo.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Para refletir

O vídeo abaixo tem circulado em blogs e no Facebook. Para muitos a temática é a relação entre pais e filhos, a delicada questão dos limites, o ensino da responsabilidade e valores familiares, etc.
Em resumo: um pai revoltado com a atitude da filha, que resolveu expor na Facebook sua "revolta" com os afazeres domésticos, decidiu gravar um vídeo em resposta e puni-la publicamente, ou seja, na mesma moeda da filha.



Apesar da pinta de cowboy e da medida extrema (sou contra armas de fogo por princípio!), o discurso do pai me pareceu bem coerente. Mas gostaria de chamar atenção para um outro aspecto que já comentei em sala de aula em outras oportunidades e outros anos. As pessoas, especialmente a geração que nasceu conectada à internet, está perdendo a noção do que significa uma vida pública e o que é intimidade.
Segundo o pai, no vídeo, a menina resolveu expor sua "raiva" e junto expôs toda a vida familiar. Mas, ao mesmo tempo, esperava que só seus amigos vissem, pois havia bloqueado o acesso de seus pais. Por mais que diga respeito a sua própria vida, "família" implica em responsabilidades com outras pessoas. Sua atitude individual possui, sim, desdobramentos coletivos. E neste caso eles são bem evidentes.
É possível que a garota tenha pensado ainda que estava exercendo sua liberdade de expressão. Ok, mas de uma forma torta, deformada, pois não falou aos seus pais, mas para a audiência de internautas que poderia curtir seu desabafo inconsequente.
Há muito o que se pensar a respeito. E depois de refletir, há muito o que se fazer!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Para quem prefere vídeos

O Gustavo, aluno da 2a. série C, me questionou nos "comentários" sobre a possibilidade de estudar para a prova usando video-aulas. No caso, ele mandou o link para três vídeos narrados pelo "historiador" (na verdade sociólogo de formação) Boris Fausto.
Eu, particularmente, não sou o maior fã de video-aulas, mas não condeno. Neste caso, em particular, o Brasil Império é tratado com seriedade e não há risco de nenhuma escorregada historiográfica. Como já disse ao Gustavo, Boris Fausto é uma profissional respeitado e sério.


O vídeo acima está completo, mas é possível encontrar no YouTube uma versão em três partes. Boris Fausto também comentou o restante da História do Brasil em vídeos que, ao todo, devem dar cerca de 3h. Você pode buscar por "História do Brasil por Boris Fausto" e assistir aos vídeos de seu interesse.

Outro aluno, desta vez da 3a. série, o Coelho, me apresentou um podcast de história. Ou seja, seriam audio-aulas feitas para o site Jovem Nerd. Porém, deve-se tomar cuidado, há um certo exagero nas tintas e um pequeno gosto que cômico. Mas se você não pretende mesmo ler o caderno ou o nosso livro, talvez prefira ouvir 70min de conversa sobre o Império brasileiro.