segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Em tempo

Unicamp divulga os aprovados na 1a. chamada

Visitas virtuais

De um tempo para cá se tornou comum grandes museus ou instituições culturais disponibilizarem os "tours vituais". Com ajuda de técnicas de fotografia panorâmica em 360o, alta definição e as ferramentas da internet é possível recriar ambientes reais no universo virtual e, assim, permitir a milhares de pessoas uma experiência em alguns casos impossível de outro modo.
Por estes dias eu recebi um e-mail de uma amigo com o link para o "tour" pela Capela Sistina, do Vaticano. Imagino que todos tenham ao menos ouvido falar da tal capela. Construída durante o pontificado do Papa Sisto IV no auge do Renascimento italiano,  a Capela se transformou num ícone daquele movimento artístico por ter sido pintada por um dream team de pintores renascentistas. Os afrescos que decoram o interior do edifício levam a assinatura de Raphael, Botticelli, Bernini, Michelangelo, entre outros.
Em resumo, vale uma olhada: clique AQUI

Dica: Se você resolver olhar com atenção cada detalhe da capela recomendo tirar o som. O canto angelical me pareceu especialmente infernal!!!

Por coincidência, poucos dias depois de ter recebido o link da Capela Sistina li uma notícia no jornal anunciando o lançamento de um novo serviço do Google. Um enorme "portal" reunindo as coleções de inúmeros museus espalhados pelo mundo de modo que qualquer um pode passear pelas galerias, ver quadros nos mínimos detalhes e até reunir suas próprias coleções.
Nelson Mattos, vice-presidente de engenharia do Google, disse que o site do Art Project permitiria que crianças da América Latina, Índia e África, que teriam pouca chance de ver os originais, tivessem experiência próxima à real, por meio da Internet.
Eu fiquei impressionado!
Para ver o Art Project, clique AQUI.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Um velho conselho

Cuidado com seus critérios para escolher uma faculdade...
Piratas do Tietê, do cartunista Laerte na Folha de 06.02.2011

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Todos de olho nos países árabes

Hoje alguns alunos da 2a. série vieram conversar após a aula. Na aula começamos a abordar as relações de trabalho, escravidão e trabalho assalariado, de modo que achei curioso quando soube que o interesse era sobre as agitações do Egito. Tema atualíssimo e de grande importância, pois a mudança política no mais populoso país árabe pode influenciar toda a região. O problema é que no calor dos acontecimentos acabamos nos confundido com tantos nomes, ideias e perspectivas. Qual o motivo dos protestos e o que querem mudar são apenas duas entre tantas outras perguntas possíveis.
Não pretendo responder a tudo por aqui, mas oferecer um guia de leituras para facilitar. Se houver alguma outra questão podemos discutir através dos comentários.

Hoje li na Folha de S. Paulo (só para assinantes) uma entrevista muito interessante com Walid Kazziha, professor da Universidade Americana do Cairo e especialista em Oriente Médio. Segue:

Folha - Como um protesto espontâneo conseguiu em poucos dias o que anos de oposição formal no Egito não alcançaram?

Walid Kazziha - Não é que um bando de pessoas decidiu de repente protestar numa praça do Cairo. Há muito tempo jovens têm trocado ideias na internet. Inspirados na queda do regime tunisiano, eles marcaram o protesto do último dia 25 para demonstrar a insatisfação de várias partes da sociedade egípcia contra o regime.
Nem a Irmandade Muçulmana nem outros partidos de oposição tiveram parte nisso. Este é um movimento sem liderança, formado por jovens de classe média, que domina a internet e que tem objetivos sociais, econômicos e políticos muito claros. Quer mais igualdade e democracia.

A desigualdade existe há muito tempo, assim como a falta de liberdade. Porque só agora o movimento surgiu?
A internet foi crucial, pois permitiu uma comunicação rápida e ampla e deu a abertura para o mundo exterior.

Mubarak já disse que não concorrerá a mais um mandato, mas isso não terminou os protestos. Qual a saída?
Quando Mubarak fez o discurso, muitos simpatizaram com ele, até entre os manifestantes. Mas a violência de anteontem acabou fortalecendo o movimento. Agora há basicamente dois caminhos. Ele poderá sucumbir à pressão e sair, abrindo caminho para que o vice conduza o país a um novo regime, mais liberal. O outro caminho é que o Exército restabeleça uma ditadura militar. O que parece claro é que os protestos não terminarão enquanto Mubarak estiver no poder.


Para que lado o Exército tende a caminhar?
Até agora o Exército manteve uma posição neutra. Manteve-se leal a Mubarak, mas não agiu para reprimir os oponentes do governo. Se o atual impasse permanecer, o Exército terá de escolher [um lado].


A alternativa a Mubarak é uma teocracia islâmica, como teme-se no Ocidente?
Havia a mesma expectativa na Tunísia e ela não se materializou. Aqui temos uma situação semelhante. A Irmandade Muçulmana é um partido político organizado, mas com influência limitada.

Os EUA de Bush fizeram uma tímida tentativa de promover a democracia na região. Agora Obama defende a saída de Mubarak. Isso é positivo?
É pouco e tarde demais. Se os protestos mostraram algo é que a democratização não ocorre de fora para dentro, mas é um processo interno.

O sr. crê que o Egito criará um efeito dominó na região?
Se esse movimento resultar num Egito mais liberal, terá um enorme impacto regional. Afetará o conflito árabe-israelense, e as outras sociedades árabes serão inspiradas. Um efeito dominó é perfeitamente possível.
Não são poucos os nomes de personagens e organizações que o Prof. Walid Kazziha cita. Neste caso eu sugiro que leiam os seguintes post de Luiz Raatz publicados no Radar Global, o blog do caderno internacional do O Estado de S. Paulo. São claro e objetivos, nada muito longo.

Os cenários para a crise no Egito
Os personagens da revolta no Egito

E o interessante post do mesmo jornalista comparando o Egito atual com o Irã de 1979:

O Cairo de 2011 e a Teerã de 1979

Se você preferir algo mais completo é possível ler o conjunto de notícias publicadas pela Folha de S. Paulo nos últimos dias e reunidas no especial A Revolta Árabe.
 
Mas (tem sempre um mas...), você pode ser resistente a ler tanta coisa. Ok, é sua opção, mas não opte por ficar sem informação. Há uma interessante entrevista concedida pelo correspondente do Estadão nos EUA, Gustavo Chacra. Clique AQUI.
Ou assista aos vídeos do G1, AQUI

Velhos termos, usos atuais

É fundamental termos o domínio de certos termos e expressões que, em alguns casos, são considerados "conceitos polissêmicos". Mas o que significa isto?

Os conceitos são ideias, expressões que possuem toda uma história, uma reflexão acumulada e que toda vez que são usados estes conceitos trazem à tona essas articulações do passado. Já a palavra polissemia significa "vários significados", ou seja, um conceito polissêmico quer dizer que determinada expressão possui significados diversos aos longo dos tempos e em diferentes locais dependendo das relações existentes.
Creio que ficará mais fácil de entender com um exemplo.
Entre a segunda metade do século XIX e a primeira metade (mais ou menos) do século XX tivemos a presença do Imperialismo europeu e estadunidense na Áfria e na Ásia. Uma dominação ora econômica, ora político-militar em diversos países daqueles continentes o que na prática significou o Neocolonialismo: dominação e exploração de um sobre o outro. Com as independências asiáticas e africanas, assim como o pós-Segunda Guerra e o surgimento do mundo bipolar (capitalismo-EUA vs. socialismo-URSS) passou-se a falar do imperialismo estadunidense de caráter econômico e cultural sobre a América Latina, e as disputas por um poder "simbólico" na África e na Ásia (novamente).
A disputa entre EUA e URSS acabou no final da década de 1980 e junto foi-se o mundo-bipolar e a divisão em 1o., 2o. e 3o. mundos. Agora fala-se de mundo globalizado, multipolar e países emergentes. Acabou a ideia de imperialismo?
Em entrevista à Folha de S. Paulo, o chancheler [chefe da diplomacia brasileira] Marco Aurélio Garcia fez o seguinte comentário ao ser questionado sobre a acusação que se faz à China de "de pretender estabelecer uma relação neocolonial com a África, com a América Latina":
Uma relação neocolonial só se estabelece se o colonizador e o colonizado estão de acordo. Temos perfeitas condições de resolver esse tipo de problema. Nós temos, entre outras coisas, de resolver problemas de política interna. Vejamos a questão cambial, que incide sobre nossas exportações. Os EUA têm responsabilidade, a China tem responsabilidade, mas nós também. Da mesma forma que eles usam instrumentos de política interna que têm incidência sobre a política externa, também podemos fazê-lo.
A diferença que temos hoje é não vem ninguém aqui nos dizer como é que tem que ser nossas políticas monetária, cambial, nossa política macroeconômica de maneira geral. Nós decidimos.
A ideia de neocolonialismo aplicado à China é a mesma do século XIX? Como Garcia pensa essa relação e o papel do Brasil?

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

UNESP

Primeira chamada do vestibular da UNESP
Lista de espera

Algum dos nossos?

Regras, cada um com as suas

Todos sabemos que há regras em sala de aula. Algumas são universais, outras da escola e há ainda aquelas que variam de professor para professor numa espécie de contrato particular entre as partes e, portanto, só dizem respeito aos envolvidos.
No ano passado vi a imagem abaixo num blog (o crédito está na imagem). O português sofrível deixa a situação um bocado engraçada, mas fiquei pensando onde poderia estar pregada tão estranha lista de regras. Só espero que não seja em uma escola.
De modo geral estas regras também valem na nossa sala de aula!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Sem o glamour de James Bond

Documento que teria apressado fim da 2ª Guerra é divulgado

Um documento mostrando que os nazistas tinham sido enganados por um espião duplo em um momento decisivo da Segunda Guerra Mundial foi divulgado no Reino Unido.

O memorando em alemão, interceptado e decodificado por agentes britânicos, confirmou que os alemães tinham acreditado em informações falsas recebidas de um espião espanhol e haviam concentrado suas tropas na região de Pas de Calais, na França, na expectativa de uma invasão britânica.
Isso permitiu que os britânicos seguissem em frente com a planejada invasão da Normandia, em junho de 1944, confiantes de que milhares de tropas alemãs estariam de prontidão em outro local, incapazes de reagir.
Segundo historiadores, a informação contida no memorando salvou vidas e teria apressado o final da Segunda Guerra. (...)
Leia o restante da matéria AQUI.

O recomeço

Estamos voltando agora para as aulas. Fim das férias e início de um longo período de estudos (ou assim se espera!).
Para os alunos da 3a. série, bom retorno e espero que possamos continuar o trabalho iniciado no ano passado. Vocês já são de casa e não preciso explicar como as coisas acontecem.
Aos alunos da 2a. série, será um prazer conhecê-los e gostaria de aproveitar para dar-lhes boas vindas tanto na sala de aula quanto neste blog.
Depois de um ano de atividade é bom comentarmos algumas particularidades deste espaço virtual. Quando este projeto começou tudo era meio experimental. A ideia principal consistia em criar uma ambiente informal fora da escola para aprofundar, discutir e tirar dúvidas sobre o conteúdo tratado em sala, mas também disponibilizar coisas que não necessariamente cabem no cronograma normal das aulas. O experimentalismo continua e os objetivos não foram alterados. O desafio agora é apresentar coisas inéditas, diferentes do que já foi postado por aqui.
Em 2010 foram mais de 200 posts sobre os mais diversos assuntos. Tentei classificar todos com uma tag (ou marcador) para que a busca fosse mais simples. Agora, em 2011, toda vez que eu postar um conteúdo novo aproveite para dar uma olhada no que já foi escrito a respeito do mesmo tema no ano anterior.
Quanto aos comentários, o espaço continuar aberto para todo tipo de discussão saudável. E qualquer dúvida que não couber a um determinado post pode ser enviada pela aba comentários, no alto da página.
Sintam-se em casa!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011