quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Regras, cada um com as suas

Todos sabemos que há regras em sala de aula. Algumas são universais, outras da escola e há ainda aquelas que variam de professor para professor numa espécie de contrato particular entre as partes e, portanto, só dizem respeito aos envolvidos.
No ano passado vi a imagem abaixo num blog (o crédito está na imagem). O português sofrível deixa a situação um bocado engraçada, mas fiquei pensando onde poderia estar pregada tão estranha lista de regras. Só espero que não seja em uma escola.
De modo geral estas regras também valem na nossa sala de aula!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Sem o glamour de James Bond

Documento que teria apressado fim da 2ª Guerra é divulgado

Um documento mostrando que os nazistas tinham sido enganados por um espião duplo em um momento decisivo da Segunda Guerra Mundial foi divulgado no Reino Unido.

O memorando em alemão, interceptado e decodificado por agentes britânicos, confirmou que os alemães tinham acreditado em informações falsas recebidas de um espião espanhol e haviam concentrado suas tropas na região de Pas de Calais, na França, na expectativa de uma invasão britânica.
Isso permitiu que os britânicos seguissem em frente com a planejada invasão da Normandia, em junho de 1944, confiantes de que milhares de tropas alemãs estariam de prontidão em outro local, incapazes de reagir.
Segundo historiadores, a informação contida no memorando salvou vidas e teria apressado o final da Segunda Guerra. (...)
Leia o restante da matéria AQUI.

O recomeço

Estamos voltando agora para as aulas. Fim das férias e início de um longo período de estudos (ou assim se espera!).
Para os alunos da 3a. série, bom retorno e espero que possamos continuar o trabalho iniciado no ano passado. Vocês já são de casa e não preciso explicar como as coisas acontecem.
Aos alunos da 2a. série, será um prazer conhecê-los e gostaria de aproveitar para dar-lhes boas vindas tanto na sala de aula quanto neste blog.
Depois de um ano de atividade é bom comentarmos algumas particularidades deste espaço virtual. Quando este projeto começou tudo era meio experimental. A ideia principal consistia em criar uma ambiente informal fora da escola para aprofundar, discutir e tirar dúvidas sobre o conteúdo tratado em sala, mas também disponibilizar coisas que não necessariamente cabem no cronograma normal das aulas. O experimentalismo continua e os objetivos não foram alterados. O desafio agora é apresentar coisas inéditas, diferentes do que já foi postado por aqui.
Em 2010 foram mais de 200 posts sobre os mais diversos assuntos. Tentei classificar todos com uma tag (ou marcador) para que a busca fosse mais simples. Agora, em 2011, toda vez que eu postar um conteúdo novo aproveite para dar uma olhada no que já foi escrito a respeito do mesmo tema no ano anterior.
Quanto aos comentários, o espaço continuar aberto para todo tipo de discussão saudável. E qualquer dúvida que não couber a um determinado post pode ser enviada pela aba comentários, no alto da página.
Sintam-se em casa!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Lição de casa

A semente nos ensina a não caber em si.
Arnaldo Antunes

Férias!

Pessoal,

Gostaria de comunicar a todos que também tirarei férias do blog depois de um longo ano com mais de 200 post. Creio que todos nós merecemos, não é? Devo voltar em meados de janeiro, pouco antes da volta às aulas (para os alunos da 2a. série, então 3a.).
Aos alunos que eu não vir mais, pois se formam agora, parabéns pela conclusão do Ensino Médio e boa sorte em seus novos (e longos) caminhos.
Para todos fica aqui meu cordial abraço e aproveitem o tempo para descansar. 2011 promete!!! 

JC 2.0

Gosto de coisas simples, mas criativas. Como este vídeo abaixo: uma "atualização" do nascimento de Cristo.


Visto antes no JB

Feliz Natal para todos e Boas Férias!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Prefere fechar os olhos?

A discriminação racial persiste no cotidiano das crianças brasileiras e se reflete nos números da desigualdade entre negros, indígenas e brancos.
Com a campanha Por uma infância sem racismo, o UNICEF e seus parceiros fazem um alerta à sociedade sobre os impactos do racismo na infância e adolescência e sobre a necessidade de uma mobilização social que assegure o respeito e a igualdade étnico-racial desde a infância.
Baseada na ideia de ação em rede, a campanha convida pessoas, organizações e governos a garantir direitos de cada criança e de cada adolescente no Brasil.

PARTICIPE!
Fonte: site oficial da campanha

Fique de olho

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Uma gota...

Quando propusemos um debate envolvendo alunos e professores a respeito da eugenia todos tínhamos ideia da atualidade do tema. Independente do surgimento das primeiras teorias raciais eugênicas (aquelas que pregavam algum tipo de hierarquização e seleção de grupos humanos) no século XIX e de seu ápice com o nazismo alemão nas décadas de 1930 e 1940, a presença do racismo até os dias atuais bem como as discussões a respeito das possibilidades da engenharia genética mantêm a atualidade do tema. Às vezes o assunto surge mesmo quando menos esperamos.
Abri o jornal sem grandes pretenções quando via a seguinte manchete:



Ao contrário do Brasil, igualmente ex-escravista e portanto com grande população afro-descendente, os EUA optaram por estabelecer regimes segregacionistas nos estados do sul do país. Aquela era a região com maior concentração de negros exatamente por ter abrigado o regime escravista até meados do século XIX. Com base nas teorias raciais segundo as quais os negros eram "obviamente" inferiores, os brancos estadunidenses sulistas se viram no "direito" de obrigar a população a uma divisão racial. Negros e brancos não estudariam nas mesmas escolas, não comeriam nos mesmo restaurantes, não sentariam nos mesmo lugares dos ônibus, entre muitos outros casos.
Havia entre essas leis segregacionistas uma de nome bem peculiar:  'One-drop rule' (Regra de uma gota, em inglês, ou Lei da Hipodescendência).
Segundo essa lei, que foi usada em muitas partes dos Estados Unidos de 1662 até a década de 1960 na maior parte dos Estados (em Louisiana ela vigorou até 1985, quando a corte determinou que uma mulher não poderia se identificar como "branca" em seu passaporte pois sua pentavó era negra), o norte-americano que tivesse qualquer grau de ancestralidade africana ("uma gota de sangue africano"), seria considerado negro.

O Estado de S. Paulo

Vocês conseguem visualizar o que seria uma pentavó negra? Eu tenho uma! Mas o que para mim seria motivo de orgulho no contexto de uma sociedade racista implica em ser considerado inferior ou menos merecedor de bons empregos, bons salários, etc.
O que os pesquisadores de Harvard constataram que apesar de os EUA estarem numa fase com grande presença de negros bem-sucedidos ainda há uma tendência às pessoas seguirem a regra da uma gota instintivamente. Indivíduos que foram colocados diante de fotos de pessoas com perfis étinicos variados (alguns mais negros outros mais brancos) tenderam a identificar como negros todos aqueles que pareciam ter algum antepassado negro. Ou seja, ninguém "branqueou". Ninguém disse que por um fulano ter mais ascendentes brancos ela era branco. Entendem onde está o preconceito? Não é apenas uma gota, é uma mácula, uma mancha, uma impureza, e aparece como irreversível.
No Brasil, onde o racismo é direfente (e isso não quer dizer inexistente!!!), há diversos matizes por conta, entre outros motivos, da alta taxa de miscigenação. O primeiro censo realizado no Brasil, em 1872 ainda durante a escravidão, já previa ao menos três "cores": brancos, negros e pardos. O IBGE, por exemplo, não identifica quem é negro ou branco, tudo depende da auto-declaração do cidadão. Se por um lado declarações como "sou cor de canela" ou "marrom-bombom" geram risos, ainda acho mais saudável que ignorar identidades e afirmar uma ascendência por causa de uma gota.
Afinal, é uma questão de identidade cultural ou cor de pele?