No dia 4, quinta-feira, postei aqui um texto intitulado Análogo ou não? que discutia a questão do trabalho considerado escravo nos dias atuais comparando com a escravidão do século XIX e o início da imigração. Qual não foi minha surpresa ao ler nos jornais que o tema da redação do ENEM versava justamente sobre “O trabalho na construção da dignidade humana”.
Ainda não vi a prova, mas pelo que constava de um post do blog Edu.com (Estadão) havia um texto sobre a lei Áurea e outro sobre escravidão atual.
Atualização: soube no Colégio que a Profa. Renata também tratou deste tema nas aulas de redação! Ou seja, independente das trapalhadas do ENEM vocês tinham alguma vantagem.
domingo, 7 de novembro de 2010
Eu DESISTO!
Vou me abster de comentar. Ano após ano o ENEM tem dado problema. Eu defendi o exame em sala de aula, dei um voto de confiança pessoal... é muuuuita incompetência.
E se a prova for anulada, como ficam as Universidade Federais que adotaram o exame como forma de seleção?
E se a prova for anulada, como ficam as Universidade Federais que adotaram o exame como forma de seleção?
sábado, 6 de novembro de 2010
"É possível ver poesia em todas as coisas"
Filhos do racionalismo iluminista e ferozes defensores da verdade científica acabamos não vendo corretamente o mundo. Alguns enxergam mais ou pelos menos diferente. Acabam se tornando artistas. Mas eles seriam iluminados? Ou a maior parte das pessoas acaba, sem saber, optando por fechar os olhos?
Afinal, quem é o compositor?
Afinal, quem é o compositor?
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
História dos EUA - Atividade
Para quem perdeu a atividade ou gostaria de reler o texto, segue o exercício para nota realizados há pouco mais de uma semana com as 2a. séries.
“Os Estados unidos saíram da escuridão para penetrar na História há quase quatro séculos. É a mais nova das grandes nações e, sem dúvida, em muitos aspectos a mais interessante. E é interessante porque em sua História se recapitula a História do gênero humano e se concentra no desenvolvimento das instituições sociais, econômicas e políticas (...). É interessante porque, apesar de sua juventude, é hoje a mais antiga república e mais velha democracia e, além disso, vive segundo a Constituição escrita mais antiga do mundo. É interessante porque, desde o seu começo, seu povo teve consciência de um destino peculiar, porque de lá vieram as esperanças e aspirações do gênero humano e porque não deixou de realizar tal destino ou de justificar tais esperanças.”Com base no texto, responda:
(A. Nevins e H. S. Commager, Apud: Mary A. Junqueira, Estados Unidos: a consolidação da nação. P. 09)
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| Imagem ilustra os 120 peregrinos que chegaram à América do Norte. |
1. Segundo o texto, a história dos Estados Unidos teria sido obra do acaso? Por que?
2. Os autores do texto querem passar uma imagem de sucesso ou fracasso? Comente.
Maravilhas da internet
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| Baiana, 1942 - gravura a guache |
Há coisas que só a internet proporciona. Não, não estou falando do twitter nem do msn, apesar da comunicação rápida ser de fato uma vantagem. Outra maravilha é poder ver/ler/ouvir o que em outros tempos seria inacessível. Nada supera a experiência de estar em um museu e contemplar quadros, objetos, documentos. Porém, o que está no Museu de S. Petersburgo, ou em Berlim, ou mesmo em alguma coleção particular era (é?) um tesouro para poucos.
Graças à tecnologia atual foi possível reunir (quase) toda a obra conhecida do maior e mais famoso pintor brasileiro, Candido Portinari.
Segundo a Agência FAPESP,
O Projeto Portinari conseguiu disponibilizar em forma digital praticamente toda a obra do artista. De acordo com João Candido [filho do artista], a iniciativa é uma forma de corrigir uma consequência perversa da importância e do reconhecimento da obra de seu pai: com a maior parte de seus quadros dispersa em coleções privadas de todo o mundo, o pintor que dedicou sua vida a retratar o povo tem sua obra inacessível ao público geral.
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| Casamento na roça, 1944 - óleo sobre tela |
Para ver
P.S.: A entrevista de João Candido Portinari, filho do artista e coordenador do Projeto, para a Agência FAPESP é muito boa. Leitura obrigatória para quem pretende seguir carreira em Artes ou Humanidades.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Uma velha conhecida de casa nova
Quem passa na Av. Nazaré para ir ao colégio já deve ter notado que a UniFAI não está mais no edifício compartilhado com a Cúria Metropolitana. A PUC adquiriu o prédio e desde o ano passado começou a abrir um novo campus no Ipiranga.
Pelo que li nos jornais (mas não vi nada muito claro no site da PUC) já neste vestibular teremos seleção para os cursos de administração, ciências contábeis, pedagogia e teologia.
Independente do motivo da expansão - se necessidade de mais alunos ou desejo de atingir mais pessoas - a notícia é boa. A PUC é boa universidade e possui alguns cursos excelentes. O preço nem sempre ajuda, é verdade, mas se você quer ficar mais perto de casa...
Site da PUC-SP AQUI
Ah, e a PUC mantém a tradição de ocupar belos prédios históricos!
Pelo que li nos jornais (mas não vi nada muito claro no site da PUC) já neste vestibular teremos seleção para os cursos de administração, ciências contábeis, pedagogia e teologia.
Independente do motivo da expansão - se necessidade de mais alunos ou desejo de atingir mais pessoas - a notícia é boa. A PUC é boa universidade e possui alguns cursos excelentes. O preço nem sempre ajuda, é verdade, mas se você quer ficar mais perto de casa...
Site da PUC-SP AQUI
Ah, e a PUC mantém a tradição de ocupar belos prédios históricos!
Análogo ou não?
A escravidão no Brasil acabou em 1888, correto? Correto. Para muitos a questão era simples: o capitalismo não comportaria o trabalho escravo. A necessidade de mercado consumidor e de crescente aumento de produtividade impossibilitaria a escravidão. Simples assim. Então como é possível encontrarmos num jornal atual a seguinte notícia?
Fiscais resgatam 191 trabalhadores em situação análoga à de escravos
Mas antes de respondermos cabe outra pergunta: que raios significa "situação análoga à de escravos"? "Análogo" é o mesmo que parecido, semelhante sem ser igual. Ou seja, estamos falando de um trabalho quase escravo: não há a propriedade sobre o indivíduo, não há o comércio de seres humanos, mas a situação do trabalhador é praticamente igual a um escravo.
Na notícia acima lemos:
Tudo muito bom se não fosse a desconfiança dos colonos em relação aos fazendeiros: estes estariam "roubando" na pesagem e no valor do café produzido, de modo que os imigrantes trabalhavam muito e ganhavam cada vez menos (além da dívida que nunca se pagava!). Reparem, não se fala em salário! Não demorou muito para os colonos da Fazenda Ibicaba se sentirem iguais aos escravos de origem africana. Em 1856 estourou alí a Revolta dos Parceiros. Bom, mas voltemos à questão original. Como fica o trabalho escravo, análogo ou não, em relação ao capitalismo. É um atraso? Não exatamente. Em geral onde encontramos trabalho escravo atualmente não há qualquer atraso. O trabalhador é tratado como escravo exatamente porque isto é lucrativo para o fazendeiro que economiza em salários e benefícios trabalhistas. Diante da fragilidade do trabalhador rural o uso da força e a enganação levam a esta situação. Para o fazendeiro cabe o lucro, este sim afinadíssimo com o capitalismo e a modernidade.
Fiscais resgatam 191 trabalhadores em situação análoga à de escravos
Mas antes de respondermos cabe outra pergunta: que raios significa "situação análoga à de escravos"? "Análogo" é o mesmo que parecido, semelhante sem ser igual. Ou seja, estamos falando de um trabalho quase escravo: não há a propriedade sobre o indivíduo, não há o comércio de seres humanos, mas a situação do trabalhador é praticamente igual a um escravo.
Na notícia acima lemos:
Segundo o Ministério do Trabalho, os lavradores eram agenciados através de um intermediário, que publicava anúncios de empregos, e eram mantidos dependentes por dívidas contraídas na compra de produtos. Eles não tinham acesso a água potável, alimentação e instalações sanitárias, estavam alojados em barracos de lona e sem assistência médica.Poderíamos comparar também as condições precárias de moradia e alimentação, mas isto não define a escravidão em si. Do contrário, poderíamos pensar que um escravo bem tratado deixa de ser um escravo. O importante é notarmos a falta de liberdade para ir e vir e a dívida como forma de manter o trabalhador preso à terra. Estratégia, aliás, comum também no século XIX quando das primeiras experiências com imigrantes. O pessoal da 2a. séries deve se lembrar do chamado "sistema de parceria" segundo o qual o colono vinha para o Brasil por conta dos fazendeiros do café, mas precisava pagar os gastos da viagem e de seu consumo inicial no armazém da fazenda. Além disso, estabelecia-se que o colono era parceiro do cafeicultor, tendo seu pagamento como resultado da produção. Parte do café produzido era do colono.
Idealizado pelo senador Vergueiro (1778-1859), [o sistema de parceria] baseava-se em um contrato que destinava à família do colono um certo número de pés de café para o cultivo e uma determinada área de exploração para subsistência. A remuneração era proporcional ao montante de gêneros produzido pela família, descontadas as despesas de transporte, adiantamentos e recursos para a instalação inicial. Vergueiro adotou este sistema na Fazenda Ibicaba, de sua propriedade, localizada no município de Limeira. De lá, a prática se espalhou por São Paulo.
(Ana Silvia Volpi Scott e Oswaldo Mário Serra Truzzi. A utopia de Montenegro)
Tudo muito bom se não fosse a desconfiança dos colonos em relação aos fazendeiros: estes estariam "roubando" na pesagem e no valor do café produzido, de modo que os imigrantes trabalhavam muito e ganhavam cada vez menos (além da dívida que nunca se pagava!). Reparem, não se fala em salário! Não demorou muito para os colonos da Fazenda Ibicaba se sentirem iguais aos escravos de origem africana. Em 1856 estourou alí a Revolta dos Parceiros. quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Ainda sobre o ENEM (ou "Um desabafo")
Diretamente dos comentários:
Creio que a bronca é maior porque pouco ou nada irá adiantar fazer a prova no seu caso. E creio que é importante se ter essa noção dos próprios objetivos. Se não lhe interessa nenhuma instituição particular ou federal, realmente não vale a pena se desgastar pouco antes das provas da Fuvest e da Unicamp.
Erik, me permite um comentario sobre o ENEM?Krisman, tenho como dizer que você não tem razão em suas colocações? Não. E não só eu acho que você tem razão, como o próprio INEP e o Ministério da Educação concordam contigo, ao menos menos no que diz respeito ao tamanho dos enunciados. O Fernando Haddad afirmou que os enunciados serão menores no exame deste ano.
ok... fazer questões gigantescas, com uma prova massante, num exame mal estruturado, com uma logistica vergonhosa já era inaceitavel mas...
Um ano depois de toda aquela zona do Enem 2009, com pessoas sendo levadas para outras cidades para fazerem a prova, veja só! Nada mudou! O lugar que me colocaram para fazer a prova fica a quilometros da minha casa.. lá no Grajaú. E pesquisando na internet, descobri que não sou um caso isolado.
Se não bastasse, o INEP, ou melhor, algum pseudo-intelectual do governo que acha que entende alguma coisa de Educação, proibiu o uso de LÁPIS E BORRACHA na prova. Ok, Erik, não sou nenhum mestre nem doutor, mas não é necessario nenhum titulo especial para ver que isso é uma burrada e uma estupidez sem tamanho.
De fato, a ideia do ENEM é boa. Medir as habilidades do aluno frente as competencias propostas, sem se manter apenas no conteudo é uma ideia fascinante. Mas mal conduzida do jeito que o INEP/MEC esta fazendo só levara ao fim da credibilidade do exame, ja abalada pelos eventos do ano passado.
Passada a minha indignação, depois desse desabafo, percebo que joguei 35 reais no lixo. Não vou passar horas para chegar no local de uma prova cuja logistica é tão absurda e, se me permite, estupida, sendo que nem as principais universidades estaduais do país aceitarão essa nota.
Graças a Deus que os exames mais sérios (Leia-se FUVEST, COMVEST e VUNESP, entre outros), não aderiram a essa ideia absurda.
Aliás, vale citar o exemplo extremamente positivo da prova da UNICAMP, pois repito o que ja disse: eles provaram que para fazer uma prova que analisa habilidades, não é necessário derrubar uma floresta inteira afim de imprimir textos enormes, desnecessarios cujo objetivo é apenas cansar o candidato, mascarando a estupidez que é o exame.
É uma pena que faculdades conceituadas, como as federais, estejam aderindo a esse processo "seletivo" natimorto.
Pronto, desabafei, perdi dinheiro e ganhei um final de semana de descanso a mais antes da prova da UNICAMP e da FUVEST.
(Desabafo de Gabriel Krisman, 3C)
Com relação aos locais de prova, bom, sou obrigado a dizer que é relativo. A Fuvest, até onde sei, só realiza provas nas cidades que abrigam algum campus da USP, ou seja, todos os candidatos que moram em outras cidades do Estado de São Paulo ou do Brasil que se virem. Concordo que Grajaú é longe e não faço ideia do critério que o INEP usa para distribuir os alunos, mas...
Quanto à sua profecia, discordo. Não considero o ENEM natimorto. Considero que o exame nacional foi extremamente ambicioso, quis abarcar todo o país e não deu conta. A logística envolvida é muito grande. A Fuvest, a Unicamp e demais vestibulares nasceram pequenos e há decadas atrás (sim, com o pleonasmo para reforçar!). Mas creio que a prova de que o ENEM não está fadado a desaparecer é a sua influência sobre os vestibulares. Considerando ainda que a situação ganhou as eleições me parece ainda mais difícil que desistam do Exame.
Se você quiser, e acho que você deve, conversar com o Presidente do INEP, Joaquim José Soares Neto, ele participará de bate-papo amanhã (dia 4), às 16h, no Folha.com.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Plantão ENEM
Candidatos que não receberam cartão de confirmação do Enem devem imprimir documento pela internet
Segundo o edital do ENEM, a apresentação do cartão é OBRIGATÓRIA!
Só pra não perder o hábito, faltam 5 dias!
Segundo o edital do ENEM, a apresentação do cartão é OBRIGATÓRIA!
Só pra não perder o hábito, faltam 5 dias!
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